Meia-noite de uma sexta-feira de setembro de 2003. Na companhia de um amigo, a estudante sai de um restaurante próximo à avenida Bandeirantes, ao lado do Zerão, e segue para casa, que fica a poucas quadras dali. Ao virar uma esquina, a surpresa: uma arma apontada para a cabeça e a ordem para o casal seguir até um estacionamento abandonado. No local, ela foi obrigada a tirar a roupa e deitar-se no chão. Enquanto isso, o amigo era ameaçado pelo homem moreno, de aparentemente 30 anos, que usava gírias e estava bem vestido. Na cabeça, usava um capuz. ''Ele apertou o gatilho contra meu amigo, tapei meu ouvido, mas a arma não disparou''.
O rapaz não chegou a estuprar a estudante. Um celular que estava em sua bolsa começou a tocar e ele fugiu. Ela deu queixa na Delegacia da Mulher e ouviu a promessa de que o homem seria preso. Quatro meses depois, a estudante soube que um casal de amigos havia sido vítima do mesmo crime no Zerão. ''Estou indignada com essa impunidade. Tive sorte de não ter tido nenhum trauma grave mas é uma coisa que nunca se esquece''.

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