Maníaco ataca e deixa moradores assustados
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terça-feira, 08 de agosto de 2006
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Uma onda de ataques feita por um suposto maníaco está assustando moradores de pelo menos duas regiões de Londrina. Um criminoso que se passa por mendigo para assaltar as vítimas sob ameaça de uma faca está amedrontando a vizinhança de bairros da Zona Oeste. Crimes semelhantes também estão sendo registrados nas proximidades do Lago Igapó (Área Central). A Polícia Militar (PM) não descarta a hipótese de tratar-se do mesmo criminoso.
A ação mais recente foi registrada anteontem, nas proximidades do Igapó, na Rua da Canoagem, por volta das 15 horas. Segundo a polícia, Cícero Alencar de Oliveira, 46 anos, foi atacado por um homem que o abordou a pretexto de pedir um cigarro. Atendido com ferimentos leves no local pelo Siate, Oliveira foi liberado em seguida.
Um assaltante estaria agindo de forma semelhante nas proximidades da Rua Samuel Moura e da Avenida Maringá, nos jardins Hedy, Quebec e Dom Bosco. Preocupados com represálias, os moradores da área entrevistados pela reportagem preferiram o anonimato.
Uma estudante que mora nas proximidades revelou que, com medo, evita sair de casa até para passear com o cachorro. Segundo ela, o bandido assalta sempre da mesma forma. ''Se a pessoa se nega a dar esmola, ele espera a pessoa virar as costas e ataca com uma faca. Parece que isso aconteceu mais de uma vez aqui na região'', comentou.
A consequência imediata para as potenciais vítimas é a mudança de hábitos. ''Hoje, deixo de sair de casa muitas vezes. Até para ir na academia vou correndo, porque é perigoso'', disse a estudante.
O tenente Ricardo Eguedis, responsável pelo setor de relações públicas do 5 º Batalhão da PM, disse que é possível que os crimes sejam cometidos pelo mesmo autor. Segundo o policial, as equipes que atuam na Zona Oeste passem a abordar mendigos na área para prevenir os ataques.
Um comerciante da região disse que até sabe quem é o criminoso, mas não teria visto o rapaz na área nos últimos dias. Disse ainda que a sensação de segurança está um pouco maior, mas que já foi vítima de quatro assaltos nos últimos sete anos. ''Não aconselho ninguém a andar à noite pela região. É muito arriscado'', afirmou.
Outros estabelecimentos comerciais também foram visitados por assaltantes. Uma farmácia na Maringá sofreu cinco roubos em 60 dias no primeiro semestre. ''A gente sabe que vai ter assaltos. Rezamos para que ninguém se machuque'', comentou um funcionário.
Apesar de não existir denúncias oficiais sobre crimes em série na área, Eguedis confirmou que os registros de roubos a pessoas são comuns. Ele salientou que o registro da ocorrência é essencial. ''Quando prendemos um criminoso, chamamos as vítimas de roubo para fazer o reconhecimento. Normalmente, os detidos são reconhecidos por outros crimes. E isso também muda o julgamento. O suspeito não conseguirá a liberdade facilmente se tiver envolvimento em outros delitos também'', enfatizou.


