Mangueirinha quer investir no ecoturismo
Detentora da maior área de preservação da araucária no mundo, e de rios com belas cachoeiras, a reserva de Mangueirinha, no Sudoeste do Estado, pode ter no ecoturismo importante alternativa de geração de renda para os cerca de 1,6 mil caingangues e guaranis da região. No ano passado, a reserva foi visitada por cerca de 3 mil pessoas.
Na reserva, há dois centros de cultura implantados pelo Estado, um dos guaranis e outro dos caingangues. Mangueirinha já teve sérios problemas de invasões. Mas o problema foi superado: a Funai organizou uma patrulha formada pelos próprios índios e impediu a entrada de estranhos.
O cacique é Valdir José Luiz dos Santos, 23 anos, um dos mais jovens chefes de reservas do Estado. No início do ano, ele liderou o bloqueio da PR-281, em protesto das famílias contra a falta de assistência, principalmente de parte da Funai. O órgão acumula débito de R$ 40 mil em uma farmácia de Mangueirinha, que por isso não tem condições de continuar fornecendo medicamentos necessários para os índios..
Nos 17.308 hectares da reserva há cerca de 120 mil pés de araucária. O Rio Lajeado Grande e afluentes têm várias cachoeiras. Prefeituras da região estudam a implantação de centros de turismo ecológico na reserva.
Sebastião Chaves, do Departamento de Turismo da Prefeitura de Mangueirinha, relata que um técnico está fazendo o levantamento do potencial ecoturístico, para que seja obtido apoio do Programa Nacional de Municipalização do Turismo. (Paulo Pegoraro)





