Um projeto voltado ao ecoturismo poderá ser aplicado na Reserva de Mangueirinha, em Mangueirinha (76 km ao norte de Pato Branco), que tem 17.308 hectares e onde estão cerca de 1.440 índios caingangue e guarani. A reserva já teve problemas relacionados a ocupações por agricultores vizinhos e derrubada ilegal de madeira, mas já estariam superados, segundo Sebastião Chaves, do Departamento de Indústria, Comércio e Turismo da prefeitura, que desenvolve o projeto de ecoturismo.
Também estão envolvidos os municípios de Chopinzinho e Coronel Vivida, que têm áreas da reserva. Os próprios índios e a Funai respaldam a proposta, que será apresentada em dezembro no Rio de Janeiro, no ‘‘World Ecotur’’, seminário internacional de ecoturismo. Há um grande potencial para ser explorado. O Rio Lajeado Grande e outros menores formam várias cachoeiras, em volta das quais podem ser implantados recantos de lazer.
No local está a maior reserva de araucária do mundo. A espécie, símbolo oficial do Paraná, espalha-se pela área. Todo o potencial está mapeado e, segundo Sebastião Chaves, o projeto deve contemplar a preservação, e até estimulá-la. Os índios, que têm como cacique Jovenal da Silva, já chegaram a ser acusados de arrendar terras para colonos e receber para permitir a retirada de madeira da reserva. Hoje, porém, eles próprios mantêm vigilância na área em guaritas.
A reserva de Mangueirinha está a 15 quilômetros da cidade e é alcançada por rodovia estadual pavimentada. Há escolas (com aulas em guarani e português), posto de saúde. Líderes da Pastoral da Criança atuam na comunidade. Os caingangue e guarani plantam milho, feijão, arroz e mandioca, basicamente para o consumo, e produzem e vendem artesanato, e, na safra, o pinhão, mas a renda que obtêm é insignificante.

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