‘‘Deste tamanho eu nunca vi na vida. Esta é a frase de espanto mais ouvida por João Tobias, proprietário do Bar Pantanal, na Rua Manganês, 44, no Jardim Ideal (zona leste de Londrina). O comerciante colocou em exposição no bar uma mandioca gigante, de mais de 30 quilos. A supermandioca foi colhida em sua chácara no município de Alvorada do Sul (68 km ao norte de Londrina). Aliás, não é apenas uma peça. São duas. A outra pesa 12 quilos.
A mandioca maior, com precisamente 31,5 quilos, precisou ser quebrada porque não coube no carro do chacareiro, uma Belina. ‘‘Ela tinha três raízes emendadas. Tive de quebrar a raiz menor, de 4,5 quilos’’, conta João Tobias. Segundo ele, as mandiocas gigantes começaram a virar atração já na estrada entre Alvorada do Sul e Londrina.
O agrônomo Mário Takahashi, pesquisador da estação experimental do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), em Paranavaí, assegura que o gigantismo da mandioca não é fenômeno raro. Takahashi explica que a planta é uma cultura perene, que se desenvolve indefinidamente.
‘‘O tamanho da mandioca depende de alguns fatores, como a fertilidade e adubação do solo, o espaçamento entre uma planta e outra e o tempo que ela permanece no solo’’, detalha o agrônomo. Ele diz que a média de peso apresentada nas lavouras comerciais é de até um quilo por raiz, ou de três a cinco quilos por pé.
A supermandioca pode não ser um fenômeno genético, mas está transformando o Bar Pantanal em ponto de curiosidade. E João Tobias fatura dobrado. Além de ver aumentar o movimento do bar, está ganhando fama em todo o bairro. ‘‘As pessoas se espantam com o tamanho da minha mandioca’’, brinca o comerciante.

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