Mandaguari pede mudança de pátio da rede ferroviária
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sexta-feira, 19 de maio de 2000
Lucinéia Parra Enviada a Mandaguari 
O Movimento Contorno Sim, Manobras Não, com participação de representantes de diversos setores de Mandaguari (33 km a leste de Maringá), quer o fim do pátio de manobras da rede ferroviária localizado entre o Jardim Esplanada e o centro da cidade. Os representantes do movimento alegam que o pátio é um estorvo e pedem que o terreno seja aproveitado para o prolongamento da marginal que contorna a cidade e que poderia receber todo o tráfego de veículos com destino a Curitiba.
Atualmente, de acordo com o advogado José Marcos Carrasco, Mandaguari é penalizada pelo intenso tráfego de veículos no centro da cidade. Uma medida paliativa, segundo ele, seria a construção de uma pista marginal, desafogando o tráfego da Avenida Amazonas, que corta o centro da cidade. A marginal seria construída no lugar do pátio de manobras da rede ferroviária.
O que a sociedade quer mesmo é a construção de um contorno definitivo, mas sabe que esta obra é demorada, diz. Segundo Carrasco, a construção da marginal implicará também em outro benefício para a comunidade, que será a retirada do pátio de manobras da rede ferroviária. O pátio divide um dos bairros mais populosos de Mandaguari, que é o Jardim Esplanada, do centro da cidade, justifica. As manobras duram até uma hora.
Para discutir o problema, o movimento conseguiu marcar uma reunião para o próximo dia 7 com diretores da Viapar, concessionária responsável pelo Lote 2 do Anel de Integração, diretores do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), e diretores da América Latina Logística, concessionária da Rede Ferroviária. A prefeita Maria Inês Botelho (PSDB) e o presidente da Câmara de Vereadores, Eduardo Augusto de Carvalho (PTB), também foram convidados para a reunião.
Conforme Carrasco, a reunião foi marcada depois que os integrantes do movimento e moradores de Mandaguari ameaçaram fazer uma manifestação bloqueando as entradas da cidade.


