As águas do Lago Igapó 1 - na área central de Londrina - amanheceram ontem, novamente, com uma grande mancha de óleo combustível nas proximidades da margem do Iate Clube com Avenida Higienópolis. ‘‘Toda vez que chove mais forte, esta mancha de óleo aparece aqui, vinda através da enxurrada pelas galerias pluviais. Possivelmente o material vem dos postos de combustíveis desta região da cidade, e as autoridades nada fazem para acabar com este crime contra o lago e o meio ambiente’’, reclama o responsável pela escola de canoagem e remo do Iate Clube, Gelson Moreira Souza.
Segundo ele, as manchas de óleo prejudicam em muito as atividades dos cerca de 100 atletas que praticam diariamente esportes aquáticos no Igapó 1. Entre eles, estão todos os integrantes da seleção brasileira de canoagem - na categoria velocidade - e alguns da seleção de caiaque-pólo. ‘‘O óleo é uma das piores formas de poluição que atingem o lago, colocando em risco a flora, peixes e aves que habitam este fundo de vale’’, afirma o professor de canoagem.
Gelson Souza lembra que o aparecimento das manchas tem sido constante há cerca de um ano. ‘‘Já denunciamos o fato à Câmara e à Autarquia do Meio Ambiente (AMA) várias vezes, mas até agora não foram tomadas medidas concretas para evitar que os postos de combustíveis prossigam jogando os restos de óleos usados diretamente nas galerias pluviais’’, ressalta. Na opinião dele, as multas impostas pela AMA - que ontem mandou fiscais ao local - são muito leves para obrigar os donos de postos a tomarem providências que evitem o problema.
O diretor administrativo e financeiro da AMA, Nelson Kohatsu, admite que os restos de óleo combustível e outros resíduos - plásticos, isopores e lixos diversos - chegam ao Igapó através das galerias pluviais, mas descarta a possibilidade de que esteja ocorrendo um lançamento premeditado e significativo de óleo nestas galerias pelos postos.
Ele lembra que a AMA destaca um fiscal exclusivo para cuidar permanente do Lago Igapó. ‘‘Podemos garantir que hoje (ontem) não ocorreu nada de mais grave, de maior intensidade, no tocante à poluição ao lago. Mas infelizmente, quando chove bastante as enxurradas levam mesmo muitos restos de todo tipo de lixo para o Igapó através das galerias’’, comenta Kohatsu. O diretor da AMA garante, no entanto, que este fato não é rotineiro.Paulo WolfgangPoluiçãoAs águas do Lago Igapó 1 foram atingidas, mais uma vez, por óleo combustível. Ao lado, a mancha, que apareceu após as chuvasOsmani Costa

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