O mastologista e chefe do Serviço de Mama do Hospital do Câncer de Londrina (HCL), José d'Oliveira Couto Filho, explica que se o paciente tem empatia com os terapeutas, aceitam melhor o tratamento. ''Se eles sabem que isso é passageiro, eles vencem e passam por esse momento com mais tranquilidade. Essa troca de experiências é muito importante e o tratamento multidisciplinar é o ideal para o câncer'', acrescentando que trabalhos já demonstram que os resultados são melhores em quem tem um comportamento mais otimista.
O mastologista explica que o câncer é um defeito em um gene e não deve ser encarado como um castigo divino. ''No século 21 temos que saber que existem dois tipos de população: os que tiveram câncer e os que ainda vão ter. Por isso é importante estar atento para isso e fazer o diagnóstico o mais cedo possível, o que significa mais chances de cura.''
O médico explica que, segundo recomendações internacionais e da Sociedade Brasileira de Mastologia, a mamografia deve ser feita pela primeira vez aos 35 anos e se tudo estiver bem a cada dois anos. A partir dos 40 anos, o exame deve ser feito anualmente. ''Se a mulher teve um parente de primeiro grau - mãe, filha ou irmã -, que teve câncer, o exame deve começar a ser feito a partir dos 30 anos. É importante ressaltar que homens também têm câncer de mama.''
De acordo com Couto Filho, o autoexame é importante mas só é possível detectar tumores que já estejam maiores, o que significa um grau mais avançado da doença, por isso a importância da mamografia. (E.G.)

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