Um projeto de lei pode proibir ou restringir o tráfego de veículos pela estrada municipal que vem sendo usada como desvio da praça de pedágio da BR-369, entre Campo Mourão e Mamborê. A proposta foi apresentada pela Prefeitura de Mamborê (36 km a sudoeste de Campo Mourão) e já está aprovada pela Câmara, mas ainda falta a sanção do prefeito Ricardo Radomski (PSDB). Pelo projeto, apenas carros com placas de Mamborê poderiam passar pelo desvio.
‘‘Antes de sancionar a lei queremos um acordo com a Viapar (responsável pelo lote 2 do Anel de Integração)’’, explica Radomski. O desvio do pedágio tem cerca de 6 quilômetros de extensão, mas menos da metade fica no município de Mamborê. O restante fica em Campo Mourão. Segundo o prefeito, um levantamento da Viapar revelou que o desvio é usado mensalmente por 14 mil veículos – 9 mil com placas de Mamborê.
O projeto aprovado pela Câmara diz que o uso do desvio será regulamentado através de decreto da prefeitura. Radomski disse ontem à Folha que a idéia é impedir apenas o desvio de caminhões com mais de oito toneladas. ‘‘A estrada conta com pontes que nem têm estrutura para tanto peso’’, justificou o prefeito. Para restringir o tráfego pelo desvio, ele diz que terá que construir uma guarita no limite do município.
O projeto também autoriza a prefeitura a firmar convênio com a Viapar para que a concessionária fique responsável pela fiscalização do tráfego do desvio. Radomski quer que os carros de Mamborê sejam isentos do pedágio sem precisar passar pelo desvio.
No início do mês, a prefeitura de Campo Mourão chegou a fechar seu trecho do desvio para colocar lombadas na estrada irritando os vizinhos. ‘‘Há uma revolta dos nossos moradores que precisam usar o desvio praticamente todos os dias’’, disse Radomski. A prefeitura de Campo Mourão alega que fez as lombadas – são mais de 10 após a ponte que divide os dois municípios – porque vinha recebendo reclamações de moradores da região devido ao excesso de tráfego no local depois da implantação do pedágio.

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