Seis de maio, Dia Nacional da Matemática. A data é uma homenagem ao nascimento de Julio Cesar de Mello e Souza, ou Malba Tahan. Nascido em 1885 no Rio de Janeiro, o educador é dono de uma biografia que impressiona. O brasileiro, que escrevia contos árabes e criou um personagem escritor em busca de credibilidade, já passou por Londrina.
A descoberta foi feita pelo grupo de pessoas que está resgatando materiais e objetos históricos do Colégio Mãe de Deus. Em um dos livros de registros do colégio encontra-se a mensagem: ''Os minutos passados neste educandário foram minutos inesquecíveis. - Malba Tahan 27-09-1949''.
A irmã Sandra Regina Netto não conseguiu descobrir mais nada sobre a misteriosa visita do matemático à cidade e à instituição, mas ficou emocionada com o achado. ''É um tesouro. Encontramos também um exemplar do livro de sua autoria 'O Homem que Calculava', editado no mesmo ano em que ele esteve aqui. Ficamos muito contentes com este achado'', destacou. ''Vamos buscar uma forma adequada de guardar este livro para que este e outros registros que aqui estão não se percam com o tempo'', explicou.
O escritor desperta curiosidade e admiração porque conseguia integrar matemática e língua portuguesa em seus contos, que sempre eram assinados por pseudônimos. Um de seus personagens era Malba Tahan, escritor de vários livros que contavam também com um tradutor inventado. A farsa era bem elaborada, Malba Tahan teria nascido em uma aldeia próximo à Meca, tinha um currículo em que afirmava ter sido prefeito de uma cidade árabe e conhecer diversos países.
A ideia de criar personagens surgiu quando Souza levou um conto de sua autoria para ser publicado em um jornal carioca. O material foi recusado mas ele reapresentou o texto, com a assinatura de um suposto escritor norte-americano dizendo que havia acabado de fazer a tradução. No dia seguinte o conto estava estampado no jornal. A partir daí as publicações se tornaram frequentes, mas sempre assinadas com nomes estrangeiros. Em 1925 surgiu Malba Tahan.
Apesar do sucesso do matemático, alguns estudiosos dizem que Souza ele não era bom aluno em matemática quando estudava no Colégio Dom Pedro II, no Rio de Janeiro, mas foi se interessando pelo assunto. Já adulto foi professor de diversas disciplinas, até que optou pela matemática. Mais informações no site www.malbatahan.com.br (M.A)

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