Malária atinge índios avá-guarani
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sábado, 18 de maio de 2002
Alexandre Palmar Equipe da Folha 
São Miguel do Iguaçu - Pelo segundo ano consecutivo a aldeia indígena avá-guarani de São Miguel do Iguaçu (43 km ao norte de Foz do Iguaçu) registra um surto de malária. Desde fevereiro 37 índios contraíram a doença. O número representa uma contaminação em 7% da comunidade, composta por 523 moradores.
O mosquito Anopheles, agente transmissor da malária, atingiu principalmente os jovens. Foram 20 crianças com até 13 anos e 17 adultos. Segundo a Fundação Nacional da Saúde (Funasa), 17 índios continuam em tratamento médico. O restante já se recuperou da moléstia.
O primeiro registro foi em 18 de fevereiro, mas a doença se alastrou em abril obrigando a 9ª Regional de Saúde e Secretaria Municipal de Saúde a implantarem uma ação específica. Equipes passam veneno nas ocas e drenam as águas paradas (a aldeia fica na margem do Lago do Itaipu).
A doença está controlada. Podem surgir novos casos, mas atualmente estamos sem análises suspeitas, disse Emílio Gonçalves do Santos, técnico da Funasa. Ele explicou que a borrifação é a prática mais eficaz de combate ao mosquito. Não existe vacina contra a malária.
O surto é superior ao do ano passado. Em 2001, o total de casos não passou de uma dezena. A tribo não registrou a doença de 1997 a 1999. Em 2000, ela foi levada para a reserva, localizada no distrito de Santa Rosa do Ocoí, por uma índia picada pelo mosquito numa tribo avá-guarani do Paraguai.


