São Miguel do Iguaçu - Pelo segundo ano consecutivo a aldeia indígena avá-guarani de São Miguel do Iguaçu (43 km ao norte de Foz do Iguaçu) registra um surto de malária. Desde fevereiro 37 índios contraíram a doença. O número representa uma contaminação em 7% da comunidade, composta por 523 moradores.
O mosquito Anopheles, agente transmissor da malária, atingiu principalmente os jovens. Foram 20 crianças com até 13 anos e 17 adultos. Segundo a Fundação Nacional da Saúde (Funasa), 17 índios continuam em tratamento médico. O restante já se recuperou da moléstia.
O primeiro registro foi em 18 de fevereiro, mas a doença se alastrou em abril obrigando a 9ª Regional de Saúde e Secretaria Municipal de Saúde a implantarem uma ação específica. Equipes passam veneno nas ocas e drenam as águas paradas (a aldeia fica na margem do Lago do Itaipu).
‘‘A doença está controlada. Podem surgir novos casos, mas atualmente estamos sem análises suspeitas’’, disse Emílio Gonçalves do Santos, técnico da Funasa. Ele explicou que a borrifação é a prática mais eficaz de combate ao mosquito. Não existe vacina contra a malária.
O surto é superior ao do ano passado. Em 2001, o total de casos não passou de uma dezena. A tribo não registrou a doença de 1997 a 1999. Em 2000, ela foi levada para a reserva, localizada no distrito de Santa Rosa do Ocoí, por uma índia picada pelo mosquito numa tribo avá-guarani do Paraguai.

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