Um mal-entendido antes do início do Natal de Luz, na Praça Santos Andrade, arranhou as relações entre representantes da Prefeitura de Curitiba e da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Artistas contratados para se apresentar no evento, realizado em frente ao prédio histórico da UFPR, ficaram trancados na sexta-feira por cerca de 30 minutos dentro de uma sala do prédio que era usada como camarim.
O fato chegou a render especulações de ‘‘sabotagem’’ por parte da presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Margarita Sansone. ‘‘A reitoria da universidade está sendo vítima de sabotagem. Algumas pessoas foram mantidas em cárcere privado, o que configura um grande desrespeito ao trabalho dos artistas, passível inclusive de uma ação policial’’, protestou Margarita através da assessoria de imprensa da Fundação.
O pró-reitor de Administração da UFPR, professor Flávio Zanette, classificou as declarações como ‘‘precipitadas’’. Segundo ele, não houve nenhum ato de sabotagem. Zanette reconheceu a ocorrência de um ‘‘erro involuntário’’ e a ‘‘falta de comunicação’’ por parte da universidade com os vigilantes de uma empresa que faz a segurança do patrimônio da UFPR. Os vigilantes trancaram as portas sem saber que os artistas estavam dentro do prédio.

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