MAL e Biblioteca buscam soluções aos poucos
Londrina - Há dois anos, a fiscalização detectou na Biblioteca Pública Municipal e no Museu de Arte de Londrina (MAL) vários extintores de incêndio vencidos, hidrantes com mangueiras velhas, falta de sinalização adequada para degraus, área de circulação inadequada, infiltrações e instalações elétricas inadequadas, corrimões e parapeitos fora das medidas ideais e falta de sinalização nas escadas. Segundo a secretária municipal de Cultura, Solange Batigliana, a sua pasta vê bons caminhos para a resolução dos problemas. "Foram tomadas algumas providências, mas não é um trabalho que vamos resolver em pouco tempo", relata.
Segundo a diretora da Biblioteca, Rosângela Rocha de Mello, os extintores foram regularizados, a infiltração foi resolvida com o conserto da bomba dágua, os computadores do telecentro que compartilhavam a mesma tomada foram adequados e o mobiliário foi rearranjado para permitir uma evasão mais rápida em caso de emergência.
No entanto, nem o arquivo retrospectivo, nem a seção de livros raros e tampouco a Sala João Milanez, que possui literatura relacionada à história da cidade, estão devidamente climatizados e com controle de umidade. Vários exemplares de jornais guardados na Biblioteca estão se esfarelando. Sobre a necessidade de aquisição de equipamentos, como ar-condicionado esterilizado e com controle de umidade e scanners para digitalizar o acervo, ela destaca que tem procurado captar recursos por meio de projetos, mas até agora não conseguiu. Ela destaca que o acervo da Folha de Londrina entre 1952 e 1960 foi digitalizado por meio de uma parceria com um pesquisador que precisou utilizar o material.
Segundo a secretária, o Museu de Arte de Londrina já possui um projeto de reforma que será realizado provavelmente em 2016. "Os nossos esforços no momento estão concentrados na reforma do prédio da Secretaria de Cultura, localizado em frente à Praça Primeiro de Maio. Depois disso a prefeitura quer reformar o prédio do Museu de Arte", garante.
Segundo ela, algumas das possibilidades de resolução incluem o apoio dos pesquisadores que utilizam o material para realizar suas consultas, a inscrição de projetos em ações de financiamento de programas de preservação da cultura e da memória, a doação de acervos de particulares para a biblioteca e a Lei de Preservação, já aprovada e com dotação orçamentária do Fundo de Preservação.
"Instalamos o Conselho Municipal de Preservação agora em dezembro, que vai operar os institutos de tombamento e de listagem de bens." Ela destaca que a iniciativa privada possui mais agilidade para resolver esses tipos de problemas, mas o setor público precisa percorrer um caminho para resolver algumas situações.
Ela destaca a importância da comunidade, como foi feito na parceria com a Sociedade Amigos do Museu, que conseguiu recursos que um ente público não teria condições de obter. "Nós não temos acesso a recursos da Lei Rouanet, por exemplo, que só é destinado a instituições privadas", lamenta. (V.O.)





