Curitiba - O comandante afastado do 1º Subgrupamento de Bombeiros Indepente de Foz do Iguaçu, major Treville Serpa Sá, além da punição administrativa, terá que responder na Justiça Militar pelo uso indevido de bens públicos. O Inquérito Policial Militar (IPM) – conduzido pelo Comando Geral da Polícia Militar –, que investigava a denúncia contra o oficial confirma as acusações.
O comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Renê Roberto Witek, também é citado no inquérito. As acusações contra ele, no entanto, referem-se à falta de controle administrativo, já que Serpa Sá era seu subordinado. Witek também está afastado do cargo desde setembro do ano passado.
A Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual recebeu ontem o relatório final do IPM. As conclusões do inquérito serão entregues ao juiz no dia 1º de fevereiro, data em que serão retomadas as atividades forenses. O juiz tem prazo de cinco dias para avaliar o teor do relatório e encaminhá-lo ao promotor que, em 15 dias, deverá oferecer denúncia, requerer novas diligências ou, ainda, arquivar o processo.
Serpa Sá e Witek foram flagrados durante uma pescaria em Foz do Iguaçu, em setembro do ano passado. Eles estavam usando uma caminhonete, um carro e um barco de operações oficiais. A denúncia foi veiculada por uma emissora de televisão, inclusive, em rede nacional. O oficial também foi acusado de usar irregularmente o dinheiro da corporação.
‘‘Está constatado que houve irregularidade’’, afirmou o comandante geral da Polícia Militar, coronel Gilberto Foltran, ao comentar a conclusão do inquérito. No entanto, segundo ele, não há comprovação de desvios de recursos da corporação em benefício próprio. ‘‘O que houve foi uma má versação do dinheiro público’’, acrescentou.
Foltran não quis antecipar se o major Serpa Sá e o coronel Witek estariam sujeitos a serem expulsos da corporação. ‘‘Vamos deixar que o juiz se manifeste a respeito dos fatos e decida se cabe ou não a expulsão’’, declarou.
Segundo Foltran, caso a Justiça não aplique como pena a perda da função pública, ele, como comandante geral da PM, pode nomear um Conselho de Justificação para decidir sobre o afastamento definitivo dos oficiais. ‘‘Mesmo assim, a decisão do conselho tem que passar pelo Tribunal que é quem se manifesta por último’’, explicou.

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