Major da PM será julgado hoje
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sábado, 02 de fevereiro de 2002
Erika Wandembruck Equipe da Folha 
Curitiba - Os advogados Ivan Silvestri e Nilson Sguarezi da família de Marilli Roccio Delfrate e da filha Liziely Delfrate, assassinadas em dezembro de 1998, vão pedir a condenação do major João Carlos dos Santos, integrante do primeiro escalão da Polícia Militar do Paraná. Hoje, a partir das 9 horas, acontece o julgamento do major no Tribunal do Júri de Curitiba. Ele é acusado de matar amante e a filha dos dois, que na época tinha oito anos.
A acusação vai alegar que Santos matou ambas porque se sentiu pressionado pela mulher e pela amante a se decidir com quem iria ficar. Ele teria que gastar com as custas do processo de separação se ficasse com uma das duas, além de ter que pagar pensão para os filhos. Por isso, preferiu eliminar a amante e a própria filha, afirma Silvestri.
Os corpos das duas foram encontrados 40 dias depois do crime, na Serra da Graciosa, por operários. A causa da morte de ambas foi traumatismo craniano provocado por golpes contundes.
O julgamento deve durar todo o final de semana. Santos está preso no Batalhão da Polícia de Guarda, na Capital, desde 1998, e vai responder por duplo homicídio e ocultação de cadáver. Se for condenado, pode pegar pena máxima de 30 anos.
O advogado de defesa Adel El Tasse vai alegar negativa de autoria. Ele está certo de que não há provas para condenar o major e promete revelar o nome do verdadeiro autor do crime. O promotor responsável pelo caso é Celso Ribas.


