Mais vítimas se queixam contra empresa de consórcio
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quinta-feira, 30 de janeiro de 2003
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
É constante o registro de queixas no 1º Distrito Policial de Londrina contra a empresa de crédito Recoflan. De 24 de janeiro, quando foi instaurado o inquérito por estelionato, até ontem 14 pessoas já tinham sido ouvidas pelo delegado Marcos Belinati. Outras supostas vítimas, inclusive de Florianópolis (SC), devem prestar depoimento hoje e amanhã.
O delegado disse ontem que está colhendo o maior número de queixas no inquérito para embasar o pedido de prisão preventiva contra sete diretores da Recoflan. ''A situação da empresa está se complicando porque as vítimas afirmam que eles prometiam o dinheiro dentro de, no máximo, 60 dias, e não no prazo de até um ano como a direção da empresa alegou'', declarou o delegado.
A empresa é suspeita de praticar o chamado ''golpe do empréstimo'' em diversas cidades do sul do país. De acordo com a polícia, a Recoflan agia de duas formas: colocando anúncios em jornal oferecendo empréstimos mediante o pagamento de uma taxa ou ''seguro'' de, pelo menos,®MDBU¯ ®MDNM¯4,5% do valor solicitado; e através de um consórcio para compra de caminhão, no qual exigiam também o pagamento de uma parcela de seguro do cliente para entregarem o bem. Em ambos os casos, os clientes denunciaram que pagavam mas não recebiam o dinheiro nem o bem no prazo acordado.
A Folha tentou contato telefônico com a direção da empresa, na tarde de ontem, mas ninguém atendeu às ligações. No dia 24, o advogado da Recoflan, Aparecido Medeiros dos Santos, afirmou que a empresa não emprestava dinheiro mas sim concedia crédito para compra de bens. Ele também declarou que os contratos tinham uma carência de até 12 meses e creditou as diversas queixas a uma interpretação parcial por parte dos clientes.


