Mais vítimas buscam medidas de proteção
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quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Paulo Monteiro<br>Equipe NossoDia 
Londrina - Uma medida protetiva poderia ter evitado o brutal assassinato de Elisângela Martins de Souza, de 36 anos. Ela foi morta a facadas no Jardim Pinheiros, zona oeste de Londrina, no início da semana. O ex-marido Alexander Manoel da Silva, de 39, confessou o crime à polícia.
Devido à situação de risco, a vítima poderia ter solicitado medidas protetivas à Justiça que, por meio da Lei Maria da Penha, poderia obrigar, por exemplo, que o agressor mantivesse distância dela e dos dois filhos. Elisângela foi a primeira mulher morta por motivos passionais em Londrina neste ano.
De acordo com levantamento da Delegacia da Mulher de Londrina, de janeiro a agosto deste ano foram pedidas 348 medidas de proteção por mulheres em situação de risco, contra 203 registros no mesmo período de 2012, um aumento de 71%. "Acredito que o aumento das denúncias seja pelo próprio temor da mulher pelo ex-companheiro, após sofrer ameaças ou ter sido agredida. Outro fator é o próprio conhecimento da mulher sobre as medidas de proteção", afirma a promotora da Vara Maria da Penha, Suzana Lacerda.
Segundo ela, a vítima pode ir a qualquer delegacia para denunciar o agressor. Ela deve comunicar o fato ao delegado e escrever, de próprio punho, o pedido de medida protetiva. Caso necessário, ela também pode procurar a Defensoria Pública para informar o descumprimento da medida e o agressor pode ser preso.
A Lei Maria da Penha, que tem sete anos, garante proteção física, sexual, psicológica, moral e patrimonial da mulher. O governo federal disponibiliza uma Central de Atendimento à Mulher pelo telefone 180. De acordo com a lei, pode-se exigir que o agressor: deixe de ir a determinados lugares como trabalho, escola e espaços comunitários frequentados pela vítima; dê assistência material à vítima e aos filhos e deixe de ter posse ou de portar arma.


