Em 1936, três anos antes da última leva de japoneses desembarcar no Brasil, chegava ao porto de Santos mais um navio repleto de imigrantes para trabalhar nas lavouras de café. Era o Montevideu Maru, com 1.300 passageiros. Dentre eles estava Masato Hirasawa, à época com 15 anos. Da província de Nagano, Hirasawa saiu do Japão com mais dois cunhados em busca de trabalho e uma vida mais tranqüila. Segundo Hirasawa, a maior dificuldade apresentada pela nova terra foi a língua, quase que impronunciável até hoje para os imigrantes mais antigos. ‘‘Ainda acho difícil me comunicar em português’’, admitiu Hirasawa.
  Durante oito anos, Hirasawa trabalhou com milhares de japoneses, italianos, espanhóis e nordestinos nas lavouras de café do interior de São Paulo. Em 1951 ele veio para Londrina e trabalhou em vários ramos do comércio. Há quase 30 anos Hirasawa naturalizou-se brasileiro e adotou o país como sua segunda pátria. ‘‘Aqui trabalhei, construi uma família. É difícil encontrar um imigrante que não tenha gostado do Brasil; o povo é muito acolhedor’’, opinou.
  Aos 82 anos, Hirasawa ainda é uma pessoa muito ativa. Vice-presidente do conselho da Associação Cultural e Esportiva de Londrina (Acel), foi um dos coordenadores da 43ª Exposição Agrícola de Londrina, realizada de quinta até ontem no Centro de Exposições e Eventos (zona sul). De acordo com os organizadores do evento, quase 30 mil pessoas puderam conhecer um pouco mais da agricultura, gastronomia e cultura nipônica.

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