Mais velhos têm dificuldade com idioma
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domingo, 22 de junho de 2003
Caroline Vicentini<br>Reportagem Local 
Em 1936, três anos antes da última leva de japoneses desembarcar no Brasil, chegava ao porto de Santos mais um navio repleto de imigrantes para trabalhar nas lavouras de café. Era o Montevideu Maru, com 1.300 passageiros. Dentre eles estava Masato Hirasawa, à época com 15 anos. Da província de Nagano, Hirasawa saiu do Japão com mais dois cunhados em busca de trabalho e uma vida mais tranqüila. Segundo Hirasawa, a maior dificuldade apresentada pela nova terra foi a língua, quase que impronunciável até hoje para os imigrantes mais antigos. Ainda acho difícil me comunicar em português, admitiu Hirasawa.
Durante oito anos, Hirasawa trabalhou com milhares de japoneses, italianos, espanhóis e nordestinos nas lavouras de café do interior de São Paulo. Em 1951 ele veio para Londrina e trabalhou em vários ramos do comércio. Há quase 30 anos Hirasawa naturalizou-se brasileiro e adotou o país como sua segunda pátria. Aqui trabalhei, construi uma família. É difícil encontrar um imigrante que não tenha gostado do Brasil; o povo é muito acolhedor, opinou.
Aos 82 anos, Hirasawa ainda é uma pessoa muito ativa. Vice-presidente do conselho da Associação Cultural e Esportiva de Londrina (Acel), foi um dos coordenadores da 43ª Exposição Agrícola de Londrina, realizada de quinta até ontem no Centro de Exposições e Eventos (zona sul). De acordo com os organizadores do evento, quase 30 mil pessoas puderam conhecer um pouco mais da agricultura, gastronomia e cultura nipônica.


