Mais uma vez, CMTU deixa 'carona' de lado
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quinta-feira, 14 de agosto de 2003
Gilmar Agassi<br>Reportagem Local 
O problema das caronas de ciclistas em pára-choques de caminhões e ônibus continua sem definição em Londrina. Apesar de mais uma reunião para tentar discutir soluções, na manhã de ontem, os órgãos responsáveis pela fiscalização, Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e a Companhia de Trânsito (Ciatran) da Polícia Militar, se abstiveram de participar. No encontro, estiveram apenas representantes do Conselho Tutelar, Centro de Direitos Humanos (CDH), Federação das Associações de Moradores de Londrina e empresas de transportes.
Para a conselheira tutelar Salete Ieda Domingues da Silva, as propostas apresentadas nas duas reuniões já realizadas só poderão ser colocadas em prática com a participação efetiva das duas companhias. Dentre as propostas, segundo ela, está a realização de campanhas de conscientização nos bairros e escolas, além de uma fiscalização mais intensa junto aos infratores.
Salete acrescentou que o Conselho Tutelar também estará assumindo suas responsabilidades para coibir que menores continuem pegando carona. Após serem detidos, os adolescentes deverão ser encaminhados ao conselho, que vai acionar os pais, deixando-os cientes da infração. Segundo ela, em caso de reincidência, os menores deverão ser encaminhados para projetos e atividades no contraturno escolar.
O diretor de Fiscalização de Trânsito da CMTU, Álvaro Grotti Junior, afirmou que a companhia não foi convidada a participar da reunião de ontem. Informação rebatida pela conselheira, que disse que o convite foi protocolado, anteontem, na sede da CMTU. Grotti explicou que, na medida do possível, os fiscais já atuam no sentido de coibir as caronas. ''É algo bastante complicado. Não autorizamos o fiscal a perseguir o ciclista para não colocá-lo em risco'', frisou.
O comandante da Ciatran, tenente Ricardo Eguedes, comentou que não compareceu à reunião porque tinha outro compromisso. Ele se comprometeu em entrar em contato com o Conselho Tutelar e com a CMTU para decidir o que será feito para resolver o problema das caronas.


