Seis pacientes em estado grave, internados na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) I do HU (Hospital Universitário) de Londrina apresentam infecção pela bactéria multirresistente Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC).

Segundo a superintendente do hospital, Margarida Carvalho, a infecção foi diagnosticada há pelo menos uma semana. No total, 35 pacientes estão infectados com KPC no HU. Além das duas UTIs, há pacientes com KPC nas unidades masculina e feminina e na ala de queimados.

Ainda de acordo com Margarida, a decisão de restringir atendimento na UTI I partiu do diretor clínico em exercício do HU, José Roberto de Almeida, que encaminhou ontem (11) um ofício à central de leitos, informando que o hospital estava impossibilitado de receber novos pacientes por conta da presença da KPC nas duas UTIs.

A superintendente explicou que a restrição vale para pacientes que realizaram cirurgias eletivas de grande porte, pacientes com traumas de acidentes e pacientes graves de outros hospitais. "Ainda não precisamos recusar pacientes porque Siate e Samu estão reencaminhando os doentes para outros hospitais", comentou Margarida. Conforme ela, seis pacientes do Pronto Socorro e outros cinco internos do HU aguardam internação em leitos de UTI.

A restrição deve ocorrer até que os seis pacientes da UTI I recebam alta e liberem os leitos. A superintendente do HU informou que os outros quatro pacientes internados na mesma unidade passam por monitoramento contínuo, com a coleta periódica de exames.

A bactéria multirresistente está presente no HU desde 2009. O hospital conta com a UTI II, com sete leitos específicos para o tratamento de pacientes infectados. O número de contaminados é considerado normal pela superintendente. Ela garante que a situação está sob controle e que não há risco de se restringir o atendimento no Pronto-Socorro, como aconteceu no ano passado.

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