Mais uma empresa é proibida de receber diesel
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sexta-feira, 17 de maio de 2002
Chiara Papali 
A Agência Nacional de Petróleo (ANP) determinou, ontem, a suspensão temporária do recebimento de óleo diesel na Petrobrás Distribuidora, em Londrina. O recebimento está suspenso até que a empresa comprove, através de testes, que não há vazamento de combustível em tanques e tubulações. O objetivo é detectar a causa de contaminação do Ribeirão Lindóia, que fica próximo ao local. O vazamento foi percebido por moradores na semana passada. O recebimento de óleo diesel também está embargado no Pool de Combustíveis desde quarta-feira.
Ontem, técnicos da ANP, do Rio de Janeiro, estiveram em Londrina para iniciar processo de investigação das causas da contaminação. A primeira providência foi interromper também o recebimento de óleo na Petrobrás. A informação dos técnicos é que esse embargo não vai comprometer o abastecimento de combustível na região.
De acordo com o analista técnico da ANP, Carlos Maligo, o abastecimento poderá ser garantido utilizando-se fornecedores alternativos Maringá e Araucária. Podem acontecer transtornos, mas as distribuidoras têm base em Maringá e também dá para abastecer em Araucária. Agora depende da agilidade das empresas em providenciar a comprovação de que não há vazamento, afirmou.
O presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis (Sindicombustíveis) em Londrina, Walter Sasso, estava ontem em Curitiba e disse que não poderia comentar se a interdição do pool poderia provocar desabastecimento no município. Mas adiantou que é possível que o abastecimento seja feito por Maringá e Araucária.
No Pool de Combustíveis os testes para verificar vazamentos já começaram ontem. Na primeira etapa, os resultados não apontaram vazamentos. De acordo com o supervisor de operações da Haztec (empresa contratada para fazer os testes), Sérgio Ricardo Couto, um furo com o diâmetro de um prego poderia ser detectado nas tubulações que tem entre 10 e 15 centímetros de diâmetro.
O teste pneumático de estanqueidade foi feito com nitrogênio. A pressão na tubulação subterrânea, desde o recebimento do combustível até o primeiro tanque, foi monitorada por três horas e permaneceu estável, comprovando que não há vazamento, segundo os técnicos. Durante a noite, a segunda etapa do teste foi feito na tubulação que liga o primeiro tanque, com capacidade de 15 mil litros, para os tanques maiores, de três milhões de litros. O resultado deve ser divulgado hoje.


