Mais uma empresa é investigada
A Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) adquiriu, nos anos de 97 e 98, materiais de construção da empresa Londri Areia, de Londrina. Pelo menos é o que consta em notas fiscais obtidas pelo Ministério Público. O ‘estranho’ é que a empresa fechou suas portas em junho de 96, segundo os promotores Bruno Galatti e Cláudio Esteves, que investigam irregularidades na AMA.
‘‘Ou as notas foram adulteradas ou são falsificadas’’, observou Esteves. Ele informou que são várias notas fiscais e uma delas é no valor de R$ 37 mil. ‘‘Estamos tentando localizar a empresa’’, afirmou.
Segundo o promotor, no endereço onde deveria estar a Londri Areia está localizada uma auto-elétrica. Esteves disse que um dos sócios da empresa foi Antonio Marcos Caetano, que atualmente é sócio-proprietário da Oficina Três Marcos.
O caso da Londri Areia é apenas um dos vários que estão sendo investigados pelo Ministério Público (MP). O trabalho dos promotores teve início em fevereiro, quando surgiram denúncias de superfaturamento por uma empresa contratada pela AMA para efetuar serviços de roçagem e capina.
Durante as investigações, eles constataram indícios de irregularidades em outros contratos. Entre eles, estão a compra de uma quantidade excessiva de marmitex (10.500 nos primeiros quatro meses deste ano, quando em 98 foram adquirdos 3.034 unidades), licitação para projetos ambientais, envolvendo firmas de Curitiba e Araucária, e a locação de uma retroescavadeira - o valor pago pelas horas trabalhadas é superior ao serviço realmente executado. Segundo os promotores, o trabalho vinha sido mantido em sigilo, mas foram divulgadas porque a iniciativa partiu do advogado Adolfo Góis, que defende Caetano. (L.O.)

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