Mais uma central telefônica clandestina é localizada
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 04 de outubro de 2001
Marcos Zanatta<br> De Maringá 
A Polícia Civil localizou ontem mais uma central telefônica clandestina que funcionava em uma residência na periferia de Sarandi (7 quilômetros a norte de Maringá). Junto com a Polícia Federal, a Civil já vem investigando uma central com 11 linhas instalada em um bairro de Maringá e o uso de linhas ''clonadas'' para ligações internacionais, principalmente para países do Oriente Médio. As contas de apenas um mês variam de R$ 2 mil a R$ 15 mil.
A característica das ligações e de alguns dos responsáveis pelos imóveis onde funcionavam as linhas, segundo relato de vizinhos, levou a Polícia Federal a acionar a Interpol (Polícia Internacional). A suspeita dos delegados envolvidos com o caso, José Aparecido Jacovós, na Civil e José Ferreira de Oliveira, da Federal, é que são centrais que ''vendiam'' ligações para moradores da região. Os responsáveis ''clonam'' linhas desativadas, o que só é possível com ajuda de algum técnico da empresa, ou simplesmente pedem a instalação de várias linhas em um imóvel locado.
Com as linhas disponíveis, as ligações são comercializadas para pessoas que tenham contato com outros países. Antes de receber a cobrança ou o serviço ser cortado, as pessoas desaparecem abandonando o prejuízo para a companhia. Nos dois casos, os responsáveis locaram as casas direto com os proprietários, pagando o aluguel antecipado e em dinheiro. Na casa de Sarandi a polícia encontrou apenas dois aparelhos telefônicos.
Apesar da hipótese das centrais e linhas clonadas servirem para o comércio de ligações, a polícia não descarta outras possibilidades. Uma seria o uso das linhas para contatos de pessoas ligadas a terroristas. A polícia trabalha ainda com a possibilidade das linhas servirem narcotraficantes, que teriam ''negócios'' com os países contatados.


