Mais um prédio histórico está à venda
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quarta-feira, 15 de agosto de 2001
Maranúbia Barbosa<BR>De Londrina 
O prédio histórico onde funcionou a primeira central telefônica de Londrina, na Alameda Manoel Ribas, área central da cidade, está à venda. A construção, de 1947, pertencente à Brasil Telecom, tem 502 metros quadrados e está avaliada em R$ 540 mil. O problema é que desde maio está tramitando na Coordenadoria de Patrimônio Cultural do Estado, em Curitiba, um pedido de tombamento de todo o quarteirão onde fica o prédio da Brasil Telecom.
A imobiliária responsável pela comercialização do prédio informou que já recebeu três propostas de negócios. Segundo um corretor, o futuro dono estará impedido de alterar a fachada do imóvel, mas o interior da construção poderá ser reformado. A área total do terreno é 680 metros quadrados.
A Secretaria de Cultura de Londrina está apreensiva com a venda do prédio da antiga central telefônica. De acordo com a gerente do Patrimônio Cultural da secretaria, Vanda de Moraes, depois que o pedido de tombamento foi protocolado a construção está sob a proteção da lei. Ela afirmou que qualquer tipo de alteração na fachada e mesmo no interior do imóvel precisa ser comunicada e aprovada pela Coordenadoria de Patrimônio Cultural do Estado.
Os demais prédios do quarteirão, acrescenta Vanda Moraes, também estão assegurados pela possibilidade de tombamento. São o dos Correios, Biblioteca Pública Municipal, sede social do Grêmio Literário Recreativo Londrinense, Centro de Saúde, edifício da Associação Médica de Londrina e sede da Secretaria de Cultura.
Conforme Vanda de Moraes, enquanto a Brasil Telecom for a proprietária do prédio, a preservação do imóvel está ''mais ou menos garantida''. A gerente acredita que a empresa, por ser multinacional, não teria interesse em se indispor com a comunidade. Caso a venda seja efetuada, a gerência de Patrimônio espera que o comprador mantenha as características do prédio. Vanda de Moraes informou que estão sendo organizadas reuniões regulares para instituir um plano diretor para o patrimônio histórico da cidade.
A Telepar Brasil Telecom, através da assessoria de imprensa, informou que respeita o tombamento e está empenhada em vender o prédio para um ''comprador qualificado''. A empresa não cogita a idéia de transformar a construção em um museu de telefonia.


