O policial civil recém-formado Fernando Moraes Nejn, de 28 anos, da Divisão de Narcóticos, denunciou ontem que foi abordado e espancado por policiais militares na madrugada de sexta-feira. Segundo o Sindicato da Classe Policial do Paraná (Sinclapol), este é o quarto caso de agressão a policiais civis em pouco mais de um mês.

No final de novembro, o investigador Flávio Maria Pedro, 48 anos, acabou morrendo de hemorragia interna por rompimento de órgãos, depois de apanhar de policiais militares numa abordagem no bairro Tatuquara, periferia de Curitiba. A denúncia recai contra os PMs Elias José da Silva e Renildo Teixeira Cardoso, do 13º Batalhão. Dois inquéritos, um policial civil e um militar, estão investigando a morte de Pedro.

Luiz Bordenowski, presidente do Sinclapol, disse que está disposto a pedir intervenção federal no Paraná, denunciando os fatos ocorridos ao Ministério da Justiça. Ele diz que já encaminhou denúncias ao Ministério Público Estadual e Federal e a Ordem dos Advogados do Brasil. Bordenowski informou que vai aguardar a conclusão do inquérito do caso da morte do policial, para acionar judicialmente o governo do Estado, pedindo indenização para a família da vítima.

Só esta semana, dois outros casos de denúncias de espancamento envolvendo policiais militares foram registrados em Curitiba. Num deles, os pais de um adolescente de 12 anos acusaram dois cabos da Polícia Militar de terem espancado e ameaçado de morte o filho na saída do colégio na última quarta-feira. A versão da PM é de que o garoto desacatou os policiais. Na madrugada de quinta-feira, teria sido a vez do comerciante Donizete José de Almeida, 25 anos, sofrer as agressões.

mockup