Mais um dia difícil para o trabalhador
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quarta-feira, 12 de julho de 2006
Guilherme Borges<br>Reportagem Local 
O trabalhador londrinense teve mais uma manhã difícil ontem. Sem ônibus, muita gente faltou no serviço ou chegou atrasado. O operador de máquina de fotocópia, Vitor Hugo Ponce, de 17 anos, morador do Cinco Conjuntos (Zona Norte) não conseguiu carona para estar às oito horas no trabalho, que fica na rua Piauí (Região Central). ''No primeiro dia da greve peguei carona com o patrão da minha mãe que veio buscá-la em casa mas hoje não deu tempo'', lamenta.
A balconista Karina Campos, 20 anos, foi a pé do Jardim Santa Rita (Zona Oeste) à rua Rio de Janeiro (Região Central). Normalmente, ela leva 15 minutos para chegar ao trabalho, mas ontem demorou 40. Além disso, precisou acordar uma hora antes. ''Caso continuasse a greve, talvez eu viesse de bicicleta'', afirma.
A secretária do lar, Eloíde Rosa, de 38 anos, deu sorte: conseguiu pegar o único ônibus que passou perto da sua casa, ontem pela manhã.
Museu - Durante a manhã de ontem, enquanto os trabalhadores decidiam os rumos da greve em assembléia, os motoristas e cobradores que optaram por trabalhar fizeram o ponto da rua Sergipe (Região Central), que fica em frente ao Museu Histório Padre Carlos Weiss, já que o terminal estava fechado. O fiscal da TCGL, Júlio Lopes, tentava organizar o fluxo de passageiros. ''Não temos todas as linhas e os horários estão mudados, mas a gente encaminha da melhor maneira''.
A secretária do lar, Marli Aparecida Borges, ficou revoltada por ter que pagar duas passagens. ''Por que não podia entrar no terminal se não tinha grevistas ali?''questionava.
O coordenador de transportes e terminais da CMTU, Wilson Santos, informou que isso aconteceu porque os terminais de bairro não funcionaram. ''O usuário que não possuía cartão-transporte e que teve que fazer integração, precisou pagar uma segunda passagem. Quem tinha o cartão fez a integração diretamente nos ônibus''.


