Mais um curso da Unioeste obtém liminar
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sexta-feira, 07 de dezembro de 2001
Gilmar Agasis<br>De Cascavel 
Os estudantes do 5º ano do curso de Administração, do campus de Cascavel, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) conseguiram ontem na Justiça o direito de retomarem as atividades paralisadas desde 17 de setembro, quando começou a greve na instituição. A liminar garantindo o retorno imediato das aulas foi concedido pelo juiz de Direito da 1 Vara Cível de Cascavel, Wolfgang Werner Jahnke.
O mandado de segurança de Administração havia sido impetrado em conjunto com os alunos do curso de Engenharia Civil do mesmo campus. Entretanto, o juiz concedeu o direito de retornar apenas aos primeiros, porque os professores do curso entraram em conjunto manifestando disposição de retornar às aulas. Os acadêmicos de Engenharia Civil pretendem convencer seus professores a tomarem a mesma atitude.
Antes dessa decisão, o juiz da 3 Vara Cível de Cascavel, Lauro Augusto Fabrício de Melo Filho, já havia concedido o direito de retomar as atividades aos alunos dos curso de Turismo e Administração, de Foz do Iguaçu, e para os acadêmicos de Medicina do campus de Cascavel.
Os dois magistrados utilizaram o mesmo raciocínio para conceder a liminar aos alunos. Segundo eles, a suspensão do calendário acadêmico, ocorrida no dia 28 de setembro, deveria ter partido do Conselho Universitário (COU), que possui competência para tomar tal decisão. Entretanto, a suspensão das atividades foi decidida em reunião do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe).
O assessor jurídico da Unioeste, Gilceo Klein, garante que o Cepe tem autonomia para determinar a suspensão do calendário acadêmico. Além disso, segundo ele, o assunto foi discutido durante a reunião do COU que também aprovou o cancelamento das atividades. O assessor adianta que a universidade pretende recorrer da decisão.
A professora Maria Lúcia Rizzotto, do comando de greve, diz que mesmo com o aumento no valor das multas aos sindicatos que permanecerem à frente do movimento, as aulas não serão retomadas na Unioeste, ao menos no campus de Cascavel, onde está a grande maioria de professores e funcionários. Sobre a liminar, a professora reclama que ''não estão respeitando a autonomia da universidade que permite decidir seu futuro''.


