Mais um bebê é achado morto em lixão de Sarandi
PUBLICAÇÃO
sábado, 05 de dezembro de 1998
Lucinéia Parra 
Catadores de papel encontraram o corpo de um bebê recém-nascido, do sexo feminino, no final da tarde de anteontem, em Sarandi (7 km a leste de Maringá) e comunicaram a polícia. O corpo estava embrulhado em uma sacola plástica e com a boca cheia de panos. É o segundo corpo de bebê achado no lixão de Sarandi em menos de cinco meses.
De acordo com o delegado José Aparecido Jacovós, os panos encontrados na boca do bebê devem ter sido usados para abafar o choro da criança.
Até ontem, a polícia não tinha pistas da mãe do bebê. O corpo da recém-nascida está no Instituto Médico-Legal (IML) de Maringá.
Este tipo de crime acontece por causa da impunidade neste País, desabafou Jacovós, referindo-se ao caso da auxiliar de cozinha Sílvia Cristina Ribeiro, 20, presa em julho deste ano por ter colocado o filho recém-nascido em uma sacola plástica e abandonado a criança. Neste caso, o bebê morreu de inanição e uma amiga de Sílvia, que morava junto com ela, jogou a sacola fora. A sacola foi parar no lixão da cidade.
Sílvia Cristina foi identificada e confessou que teve o bebê e o embrulhou porque achava que ele estava morto. Exames do IML compravaram que a criança tinha nascido viva e morreu de inanição.
Sílvia Cristina foi presa e liberada cerca de 20 dias depois pela Justiça. Ela vai responder inquérito de homicídio doloso em liberdade.


