A indignação tomou conta da família do estudante Fernando de Souza Dias, 14 anos, executado com seis tiros, sábado, por volta de 16 horas, quando escutava música na frente da casa de um amigo, na Rua Antônio Capello, Jardim Maria Lúcia (zona oeste). Com esta morte, sobe para 98 o número de homicídios em Londrina somente este ano. ''Mataram meu filho'', lamentou o pai Pedro de Souza Dias, dono de um bar na Avenida Vicente Bocutti, no mesmo bairro.
O delegado do 3º Distrito Policial, Marcelo Sakuma, deverá instaurar inquérito hoje para apurar as causas da morte do adolescente. Ontem, Sakuma disse que ainda não tinha pistas do criminoso e de seu comparsa, que ficou aguardando em uma motocicleta.
O amigo de Fernando, que mora na Rua Antônio Capello, preferiu não se identificar com medo de represálias dos atiradores, mas disse que ''eles chegaram encapuzados e com capacete''. No momento da execução, segundo ele, estavam em casa apenas sua mãe e os irmãos menores.
De acordo com a família do amigo de Fernando, o estudante tentou fugir quando o atirador disse que iria matá-lo. O primeiro disparo atingiu a perna de Fernando, que correu para a cozinha, e em seguida para o quarto. Quando tentava se esconder embaixo da cama, vieram mais cinco tiros: dois, de raspão, ao lado da boca, outros dois no abdômen, e o certeiro, no peito.
Um garoto de 8 anos, que assistiu a tudo, foi salvo por ter entrado dentro do guarda-roupa. ''Essa hora ele não estaria mais aqui, caso tivesse se escondido junto com Fernando, embaixo da cama'', contou o morador.
O amigo de Fernando acredita que o assassino tenha usado uma pistola 9 milímetros. Quatro cápsulas das balas disparadas contra o estudante foram encontradas dentro de casa, e uma outra no pátio. Fernando foi sepultado ontem à tarde, no Cemitério Jardim da Saudade.

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