O delegado do 3º Distrito Policial, Jurandir Gonçalves André, disse ontem que vai pedir a prisão preventiva de todos os sem-terra que estiveram envolvidos na morte do segurança José Lopes de Oliveira, o ‘‘Django’’, ocorrida no dia 27 de Abril, na fazenda Borborema, em Tamarana (a 60 quilômetros de Londrina). O delegado não quis revelar os nomes dos sem-terra.
Sem precisar números, Jurandir André disse que serão presas várias pessoas além das que já estão indiciadas no inquérito. Até ontem à tarde estavam indiciados o coordenador regional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), Josmar Choptian, e os sem-terra Alcino Menezes, Oscar Modesto Filho, José Gomes da Silva, Rubens Aparecido da Silveira e Francisco Geraldo Pereira.
Ontem à tarde esteve prestando depoimento como testemunha o sem-terra Ari Castro da Luz. Segundo Jurandir, a testemunha nada contou de novo: apenas afirmou não ter participado do crime na fazenda Borborema. Ontem era esperado também o depoimento de Nivaldo Siqueira, que não compareceu porque sua prisão temporária não havia sido revogada pela Justiça. O advogado do MST, Gerson da Silva, afirmou que hoje solicitará a revogação da prisão e prometeu apresentá-lo amanhã à tarde na polícia.
No início do mês, Jurandir havia pedido a prisão temporária de Nivaldo, dos indiciados no inquérito policial e dos sem-terra Francisco Geraldo Pereira, Nelson Siqueira, José Lourenço Barbosa (conhecido como ‘‘Zé Barranco’’), ‘‘Indião’’ e ‘‘Cidão’’. Este último, segundo o delegado, pertence ao MST do Pontal do Paranapanema (SP).

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