Mais relíquias na garagem
Não tem como negar que um Ford 1929 todo conservado chama a atenção de qualquer um que passe pela rua. Mas este não é o único carro antigo na garagem do médico Paulo César Nassar Frange. Amarelo, lataria imponente e sem nenhum risquinho, o Opala 1978 é o carrão estiloso que o médico usa para ir ao trabalho e passear com a família.
Desde 1993, quando adquiriu o veículo, Nassar já viajou para São Paulo, pelo interior do Paraná, e garante nunca ter ficado na estrada com o carro quebrado. ''Como qualquer carro, inclusive os novos, também é passível de quebra. Mas a manutenção dele é barata, você encontra peças boas com preço baixo, além de muitos mecânicos que sabem lidar com o carro. Então não tem muito problema'', afirma.
Uma das principais vantagens do ''Opalão'' é o motor original a álcool que, segundo Nassar, tem economia de 50% em relação à gasolina, fazendo uma média de seis quilômetros com um litro. Outro benefício é a isenção de IPVA, não cobrado de veículos acima dos 20 anos.
A intenção do médico é ficar mais dez anos com o carro pelo qual pagou R$ 2,3 mil. Tanto que montou até um estoque de carburadores em casa. ''Eles não são mais fabricados e estão cada vez mais difíceis de encontrar. Com o estoque que tenho aí, dá para rodar mais um bom tempo''.
Contrastando com a potência e robustez do ''Opalão'', o cantinho da garagem de Nassar abriga um meio de transporte no mínimo curioso, com menos de um metro de comprimento. É o Mini Austin Junior, miniatura do Austin, veículo esportivo que fez grande sucesso na Inglaterra depois da Segunda Guerra Mundial. A raridade era um prêmio para as concessionárias que atingiam a cota de 500 carros vendidos.
Nassar teve de improvisar e estender a lataria para caber dentro do carrinho, que já foi motorizado, mas voltou à sua característica original, sendo movido a pedaladas. Quanto vale essa raridade? ''Uns R$ 12 mil'', estima o médico apaixonado pelos carros antigos. (M.F.)





