Londrina - Vários fatores influenciam diretamente no número de mortes registradas entre bebês de 0 a 1 ano no País. O diretor da Sociedade Brasileira de Pediatria, Milton Macedo, de Londrina, afirma que a maior parte dos óbitos está relacionada à falta de investimentos nos atendimentos de qualidade. "Os índices ainda estão muito elevados embora tenham diminuído de forma expressiva nos últimos anos. Não basta ter atendimento em quantidade, é preciso oferecer qualidade e estrutura básica", ressalta. Segundo ele, grande parte dos óbitos ocorre no primeiro mês de vida.
Em 2012, a taxa de mortalidade infantil no Brasil ficou em 15,7 para cada mil nascidos vivos. No Paraná, o índice foi de 11,64. Macedo explica que o ideal é que o coeficiente permaneça com apenas um dígito. "É perfeitamente possível manter o índice próximo a 5 para cada mil. Só que isso exige um planejamento adequado e uma gestão responsável", acredita. O diretor lembra que é preciso investir em mais leitos de UTI, em salas de parto adequadas e em mais atenção ao diagnóstico de doença das gestantes.
A assessora do Rede Mãe Paranaense, Olga Peterlini, conta que o programa acompanha os índices de mortalidade infantil em todo o Estado. "O coeficiente preliminar de 2013 no Paraná é de 10,9 para cada mil nascidos vivos. A equipe que faz parte do programa identificou aspectos comuns entre as mães que perderam os filhos com idade entre 0 e 1 ano no Paraná. "Mães adolescentes ou mães acima dos 40 anos, baixa escolaridade e mães que já perderam um filho estão entre essas características", comenta.
Conforme Olga, o programa investe na capacitação dos profissionais da saúde, na avaliação dos hospitais e conscientização das mães sobre a importância da realização dos tratamentos de forma correta. "A gente está em um declínio de mortalidade materna e infantil. Temos investido nesse setor. Os municípios estão fazendo o seu papel com melhorias no saúde da família e a organização da atenção básica", conclui. (V.C.)

mockup