O conhecido ditado popular ''antes só do que mal acompanhado'' vem ganhando espaço na sociedade, pelo menos a primeira parte dele. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que do levantamento anterior realizado em 2009 para o atual 805 mil brasileiros passaram a viver sozinhos em uma residência.

Em 2009, de 58,6 milhões de domicílios, 7,1 milhões eram ocupados por apenas um morador; já em 2011, de 61,4 milhões de domicílios existentes no País, cerca de 8 milhões estavam ocupados por apenas uma pessoa.

No Paraná, o aumento de 2009 para 2011 foi de 28,8 mil domicílios com moradores individuais. Das 3,4 milhões de residências existentes no Estado, 410,8 mil eram ocupadas por apenas uma pessoa. Dois anos depois, 439,6 mil estavam com moradores individuais.

A estudante universitária Hellen Paula Pereira é um exemplo dos números da Pnad. Em 2000 ela veio de Holambra (SP) para Londrina com o intuito de trabalhar e prestar vestibular para Jornalismo na UEL. Até 2008, quando foi aprovada para ingressar na universidade, ela morou em república; no mesmo ano tentou morar com uma amiga, por um mês, mas a experiência não deu certo e há quatro anos vive sozinha.

''Ter liberdade e poder fazer os meus próprios horários sem cobrança são os maiores benefícios de morar sozinha'', afirma. A estudante, que está no último ano da graduação, diz que se tiver de dividir casa com alguém novamente não vai ser por vontade, mas por necessidade financeira. Com relação à solidão, Hellen não tem do que se queixar. ''Tenho uma gata que me faz companhia e tem o Facebook'', brinca.

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