Mais participação no planejamento da cidade
Os londrinenses ainda estão omissos em relação ao planejamento de Londrina. A constatação é da professora de Planejamento Urbano e Ambiental da Unopar, Renata Romagnolli, que participa de reuniões do Plano Diretor, mas estranha a ausência da população para discutir questões de planejamento que definem o futuro da cidade.
Renata ressalta que todos possuem uma parcela de responsabilidade no planejamento da cidade e reforça que não se pode culpar apenas o poder público pelas enchentes. ''Depois que as pessoas conseguem o habite-se da casa acabam impermeabilizando tudo'', revela.
A professora Cláudia Feijó, também da Unopar, ressalta que as bacias hidrográficas não respeitam as divisões políticas, e que a lei nacional de recursos hídricos garante uma ação coordenada entre todos os municípios para que não haja prejuízo ambiental e todos ajam pela preservação dos mananciais.
Cláudia destaca que o Tibagi é um exemplo de rio que pertence a uma bacia que passa por diversos municípios e é reponsável pelo abastecimento de Londrina. Ela destaca que o sistema de drenagem de alguns municípios vizinhos deixa a desejar.
O secretário de Obras de Londrina, Bruno Morikawa, diz que se os recursos para reverter o quadro de assoreamento do Lago Igapó vierem será preciso realizar um trabalho conjunto com outros municípios para que a bacia seja preservada, ressaltando a necessidade de recomposição das matas ciliares. Os recursos para desassoreamente (cerca de R$ 5 milhões) foram solicitados ao governo federal após o Executivo decretar situação de emergência por conta da chuva.
Sobre a quantidade de resíduos carregada pelas enchentes, ele critica as pessoas que descartam sacolas plásticas, maços e bitucas de cigarro, garrafas plásticas e outros rejeitos na rua. ''Esse material acaba sendo carregado pelas águas e atingindo a rede pública de drenagem'', alerta. (V.O.)





