Com recursos do governo do Estado, a secretaria municipal de Saúde de Londrina vai contratar médicos para reforçar o atendimento em seis unidades básicas de saúde que atendem o maior número de casos de dengue no município. O repasse será de R$ 500 mil. O valor contemplará, também, a aquisição de equipamentos para tratamento dos doentes.
A medida foi anunciada ontem pelo coordenador nacional do Programa de Combate à Dengue, Giovanini Coelho, que esteve na cidade para discutir ações de contenção da doença. Serão beneficiadas as UBSs dos bairros Leonor (Zona Oeste), Maria Cecília (Zona Norte), União da Vitória (Zona Sul) e Marabá (Zona Leste), além do Pronto Atendimento Municipal (PAM). O reforço também atingirá a UBS do Ouro Branco (Zona Sul), que pode passar a atender em horário estendido, como já acontece com as outras unidades.
''O objetivo é garantir o diagnóstico precoce, alcançando a taxa de óbito zero por dengue no município'', explicou Coelho. A taxa de mortalidade aceita pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é menos de 1%. ''Mas qualquer óbito é indesejado'', disse.
A secretária municipal de Saúde, Ana Olympia Dornellas, afirmou que foi estabelecido prazo de dez dias para finalizar a contratação dos médicos. Estão sendo consultados, em primeiro lugar, os plantonistas que já prestam serviço ao município. Se não houver interesse, serão acionados outros profissionais para contratação direta.
O Ministério da Saúde levantou a possibilidade de destacar médicos de hospitais federais do Rio de Janeiro e da força-tarefa contra a dengue para apoiar o atendimento em Londrina. ''O número é limitado, mas alguns profissionais poderão se integrar às equipes locais'', afirmou Coelho. Ana Olympia diz que a ajuda será necessária, principalmente pela dificuldade de contratar profissionais na cidade.
Outra medida anunciada será uma campanha de mídia com participação do Estado e Município - e apoio do Ministério da Saúde - visando fortalecer o processo de mobilização e conscientização da população sobre os riscos e formas de prevenção da doença. ''Em caso de febre, dor de cabeça e dor no corpo, a orientação é procurar atendimento precoce nas UBSs'', salientou.
Na reunião, ficou definido ainda o reforço e aprimoramento de uma sala de monitoramento da dengue em Londrina. ''A ideia é que, no local, sejam avaliadas todas as ações relacionadas ao enfrentamento do problema'', enfatizou o representante do Ministério.
Sobre os altos números de casos no município, ele afirmou que não é possível apontar um único motivo, pois as variáveis dependem de questões climáticas, da coleta de lixo e do abastecimento de água etc. ''Em Londrina, sabemos que houve problema administrativo de descontinuidade'', afirmou, referindo-se ao desligamento dos agentes de endemias ligados ao Ciap e contratação de novos profissionais. ''Mas isso não exime a responsabilidade da população.''

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