Mais médicos contestam fechamento de maternidade
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sexta-feira, 07 de setembro de 2001
Lúcio Flávio Moura 
Cerca de 80 médicos que tiveram atuação histórica na Santa Casa de Londrina, hospital que completa hoje 57 anos de fundação, se juntaram aos obstetras no movimento contrário à desativação da maternidade. A posição foi exposta em nota oficial da associação que os representa - Amibi -, após uma reunião com os cinco diretores da entidade.
A intenção da diretoria da Santa Casa, conforme foi informado ao Ministério Público, é dar outra finalidade à ala que abrigava a maternidade, desativada para reformas. Na semana passada, os 26 médicos do setor de obstetrícia acionaram o Ministério Público contra a direção da Santa Casa, que estaria, segundo o grupo, interessada apenas nos recursos do SUS, esquecendo-se de sua finalidade filantrópica.
Oficialmente, a diretoria ainda não divulgou o que será feito com o espaço da antiga maternidade. O diretor técnico Sérgio Canavese adiantou ao MP que a ala seria adequada aos leitos do SUS. A recomendação da Secretaria Municipal de Saúde seria a transferência da maternidade para o Hospital Infantil, já equipado com UTI neonatal, que teria três leitos para atendimento de alto risco.
O Conselho de Saúde do Conjunto Aquiles Stenghel (zona norte) e a Associação Cambeense de Proteção e Defesa à Saúde, representando usuários de outros municípios, também defendem a manutenção da maternidade. Na próxima terça-feira, na sede da APP-Sindicato (Avenida JK, 1.834), haverá uma reunião de lideranças de bairros.
''Acreditamos que os leitos para gravidez de baixo risco continuam sendo tão necessários quanto os de alto risco. Temos que pelo menos nos fazer ouvir, porque isso abre um precedente para a Santa Casa desativar outros tipos de atendimento'', defende Maria Giselda de Lima, presidente do conselho do Aquiles Stenghel.


