Mais informações para os diabéticos
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quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Das agências 
Brasília - Dados do Ministério da Saúde divulgados apontam que 54 mil brasileiros morreram em 2010 em decorrência do diabetes. Isso significa que a doença matou quatro vezes mais do que a aids (12 mil óbitos) e superou o total de vítimas de trânsito (42 mil) no país.
Ainda de acordo com o MS, o total de mortes provocado pelo diabetes é ainda maior quando se considera que a doença age como fator de risco para outras enfermidades, como câncer e doenças cardiovasculares. Em 2010, o diabetes esteve associado a 68,5 mil mortes, o que totaliza cerca de 123 mil mortes direta e indiretamente.
Nesta semana, o Ministério lançou o portal ''Autocuidado do Diabetes'', com informações sobre a doença, esclarecimento de dúvidas mais comuns e dicas para aumentar a qualidade de vida de quem convive com este mal. A população tem acesso à página pelo http://autocuidado.saude.gov.br/.
Confira algumas informações contidas no portal:
- O que é diabetes?
Para entender o que é o diabetes precisamos de duas informações importantes. O pâncreas é o órgão responsável pela produção de insulina, hormônio que promove a entrada da glicose que está no sangue para as células do corpo; a glicose absorvida pelas células do corpo constitui a nossa principal fonte de energia.
O diabetes é uma doença crônica resultante do desequilíbrio dos níveis de glicose no sangue. Isso ocorre quando o pâncreas não consegue produzir insulina suficiente (diabetes tipo 1) ou quando a insulina produzida pelo pâncreas não age adequadamente nas células do corpo devido a uma resistência do corpo à ação dela (diabetes tipo 2). Quando um destes problemas com a insulina ocorre, a glicose deixa de ser absorvida pelas células, o que provoca a elevação dos níveis de glicose no sangue.
A principal característica do diabetes é a hiperglicemia (elevação dos níveis de glicose no sangue), que pode se manifestar por sintomas como poliúria (excesso de urina), polidipsia (sede aumentada), perda de peso, polifagia (fome aumentada) e visão turva. Esses sinais e sintomas são mais evidentes no diabetes tipo 1. O diabetes tipo 2, em geral, é mais ''silencioso'' e mais comum na faixa etária dos adultos.
- O que é glicemia?
É a quantidade de glicose presente no nosso sangue. A glicose é um tipo de carboidrato obtido através da digestão e absorção dos alimentos. Os carboidratos são açúcares presentes na maioria dos alimentos, não apenas em alimentos doces, e constituem a principal fonte de energia para as células do nosso corpo. Pães, biscoitos salgados e massas são exemplos de alimentos ricos em carboidratos que não são doces e que aumentam a glicemia. A glicemia é verificada nos exames de sangue, coletado em laboratórios com o uso de seringa ou aparelhos, como o glicosímetro.
- Qual a diferença do tipo 1 para o tipo 2?
O diabetes tipo 1 é caracterizado pela produção insuficiente de insulina e aparece, geralmente, de forma mais abrupta, rápida, acometendo com mais frequência crianças e adolescentes.
No diabetes tipo 2, o pâncreas produz insulina suficiente, mas o organismo apresenta uma resistência à sua ação. O diabetes tipo 2 aparece de forma mais lenta e apresenta sintomas mais brandos, podendo ser identificado quando já existem complicações. Manifesta-se, geralmente, em adultos com longa história de excesso de peso. Este tipo é o mais frequente e corresponde a, aproximadamente, 90% dos casos.
- Por que controlar o diabetes é importante?
O diabetes não controlado pode provocar, em longo prazo, complicações em vários órgãos, especialmente nos rins, olhos, nervos, coração e vasos sanguíneos. Vários estudos apontaram uma relação direta entre os níveis sanguíneos de glicose e a doenças cardiovasculares, como infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC), conhecido também como ''derrame''. Ele também pode ser responsável por uma doença que se chama pé diabético.
- Como se trata o diabetes?
O tratamento do diabetes consiste na adoção de hábitos de vida saudáveis, com alimentação equilibrada, atividade física regular, abandono do uso de álcool e do tabagismo, além da terapia medicamentosa. A terapia medicamentosa pode ser feita com medicamentos hipoglicemiantes orais (que reduzem a glicemia, quantidade de glicose no sangue, por vários mecanismos) ou pela insulina, que é injetada no tecido subcutâneo.
-Praticar atividades físicas pode ajudar a controlar a doença? De que forma isso pode influenciar?
Durante o exercício físico, o músculo consome a glicose como combustível. Esse consumo contribui para o controle da glicemia, o que auxilia no tratamento (controle da glicemia) e na prevenção do diabetes. A atividade física também colabora para o controle do peso, outro fator de risco para o diabetes. Além disso, a prática de atividade física contribui para a mudança de outros hábitos, estimulando o autocuidado e, consequentemente, melhorando a qualidade de vida. (Com informações do Ministério da Saúde)


