Especial para a Folha
O secretário estadual de Ciências, Tecnologia e Ensino Superior, Ramiro Wahrhaftig, convocou os diretores responsáveis pelas duas faculdades estaduais, de Paranavaí e Paranaguá, para uma reunião, nesta segunda-feira, para definir o que fazer frente à inclusão dos cursos de administração das duas faculdades na lista do Ministério de Educação (MEC), entre 16 cursos superiores de instituições estaduais e municipais, que apresentam alguma deficiência.
Estes cursos escaparam da lista de 101 cursos de graduação que correm o risco de ser fechados pelo Ministério porque fazem parte de sistemas estaduais de ensino e seu reconhecimento é feito pelos Conselhos Estaduais de Educação, e não pelo MEC.
Pela classificação do MEC, as deficiências dos cursos podem ser de duas ordens: mau desempenho dos alunos no provão ou conceito insuficiente em dois dos três itens avaliados pelas comissões de especialistas: corpo docente, organização didático-pedagógica e instalações físicas.
‘‘Esta avaliação é bem-vinda, pois nos aponta tendências, caminhos e cuidados que o Estado deve ter com a expansão do ensino superior, já que recebe muita pressão política de municípios que querem ter as suas instituições. Abrir é fácil, o difícil é manter’’, diz o secretário.
O diretor do curso de Administração da Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de Paranaguá, Ivan de Medeiros Petry Maciel, acredita que parte dos problemas da instituição já estão resolvidos. O curso de Administração teve conceito C no provão em 97 e em 98 não participou do teste, pois não havia turma formanda. Sua reprovação aconteceu nos quesitos organização didático-pedagógica e instalações, verificados numa visita dos especialistas há dois anos e meio. ‘‘De lá para cá nós construímos dois blocos e dois auditórios, solucionando a questão da instalação, e estabelecemos um novo o projeto pedagógico do curso, criando duas habilitações: comércio exterior e serviço portuário’’, diz.
Maciel critica, ainda, os critérios utilizados pelo MEC para avaliar as universidades. Para ele, é injusto aplicar a mesma prova para os alunos de universidades grandes e a faculdade de Paranavaí. ‘‘A clientela é diferenciada. Enquanto aqui o aluno trabalha o dia todo e estuda à noite, lá é um aluno vem de cursinho e tem dedicação exclusiva aos estudos’’.

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