Ainda sem data marcada, continuam nesta semana, no 13º Batalhão de Polícia Militar de Curitiba, os depoimentos dos quatro policiais envolvidos na abordagem de um táxi, no último dia 3 de maio. Na sexta-feira passada, foram ouvidos os policiais da P-2, Amarildo Batista e Carlos Roberto Gabasa Domingues Filho. Devem depor ainda Agnaldo Gomes Rodrigues e Rosival Procópio, envolvidos no caso.
Os quatro policiais são acusados de terem atirado indevidamente no táxi, que conduzia quatro passageiros pelo Contorno Sul, durante a madrugada. Atendendo a uma denúncia anônima, passada por telefone ao Copon, eles perseguiram o veículo descrito pela testemunha, durante cinco quilômetros quando começaram a atirar. Na abordagem, o manobrista Ênio César Gonçalves ficou gravemente ferido.
No depoimento, os dois policiais ouvidos disseram que perseguiram o veículo com sirene e giroflex ligados. E que só começaram a atirar, em direção aos pneus quando viram que o táxi não iria parar.
O inquérito, que já ouviu também os outros ocupantes do táxi atingido, ainda deve demorar para ter um resultado. Nesta semana, além da conclusão dos depoimentos dos policiais, também deverão ser ouvidas outras testemunhas, entre elas, funcionários de empresas vizinhas ao local do tiroteio e do próprio Copon, que recebeu a denúncia.
Ainda com a bala alojada no ombro, Ênio César Gonçalves continua impedido de trabalhar. Segundo o advogado dele, Jean Maurício da Silva Lobo, futuramente ele deverá abrir um processo pedindo indenização. ‘‘Primeiro ele deverá visitar outros dois médicos para ver a situação da bala. Depois pensamos na ação. Trinta dias a mais ou 30 dias a menos não vão fazer muita diferença’’, declarou.

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