Curitiba - Nos cinco dias do Carnaval, a Operação Verão da Polícia Militar registrou dois casos de afogamento no Litoral do Estado. As mortes aconteceram na região do trapiche de Antonina. O número surpreendeu os policiais, já que desde o início da Operação Verão 2002 foram registrados 21 afogamentos, quantidade superior à média de 20 mortes ocorridas nas últimas oito temporadas.
As duas vítimas foram Darli dos Santos Lima, 21 anos, e Jair Padilha Ribas, 38 anos. ‘‘É lamentável, porque estamos tentando dar toda proteção possível à população, mas as pessoas acabam se banhando em local impróprio. Em Antonina, por exemplo, não tínhamos salva-vidas já que trata-se de local apropriado para embarcações e não para banho’’, afirmou o tenente René Muchelim. Além dos dois afogamentos, os bombeiros realizaram 337 salvamentos e prestaram 9.181 orientações e advertências a banhistas nos dias de festa.
Já o ano de 2001, segundo Muchelin, ‘‘foi atípico’’ com apenas uma morte durante o Carnaval. Apesar do aumento no número de afogamentos, a Polícia Militar considera positiva a atuação da corporação nesta temporada. ‘‘Conseguimos salvar 1.456 pessoas desde 22 de dezembro’’, disse, lembrando que só três mortes ocorreram em local atendido por salva-vidas. Os demais afogamentos aconteceram em rios, piscinas, baías ou resultado de naufrágios.
Tolerância zero - A Polícia Militar adotou este ano a ‘‘tolerância zero’’ contra os abusos cometidos pelos foliões que passaram o Carnaval nas praias paranaenses. A proibição total no uso de spray de espuma (neve artificial) foi uma das medidas tomadas pela polícia, já que no ano passado a brincadeira acabou provocando brigas e machucando pessoas. Cerca de 300 frascos foram apreendidos.
De acordo com a assessoria da Operação Verão, a ‘‘tolerância zero’’ resultou em 314 detenções, principalmente, por embriaguez, perturbação do sossego, lesão corporal e infrações de trânsito.(Colaborou Andréa Lombardo)

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