Nova Cantu - Mais dois meninos - um de 13 e outro de 11 anos - prestaram depoimento ontem à polícia acusando o padre João Batista Rodrigues, 38 anos, de Nova Cantu (120 km ao sul de Campo Mourão), de atentado violento ao pudor. As mães deles também depuseram e entraram com uma representação criminal contra o padre.
Os novos depoimentos foram tomados ontem à tarde pelo delegado de Ubiratã, Joaquim Antônio Figueira, que investiga o caso. Na semana passada uma mulher e o filho dela, de 11 anos, denunciaram o padre ao Ministério Público de Campina da Lagoa, dando origem ao inquérito policial. Os nomes dos envolvidos são mantidos em sigilo.
Segundo Figueira, os depoimentos de ontem dos meninos e suas mães são semelhantes à primeira denúncia. Eles contaram que eram assediados na casa paroquial. O padre começava a fazer carícias e tantava passar a mãos nos pênis deles. Um dos meninos contou que foi assediado há cerca de um ano e que, desde então, se afastou da igreja.
O delegado pediu ontem à direção da paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Nova Cantu, a relação dos coroinhas da igreja. Todos serão ouvidos. ''Pelo que apuramos até agora, o padre chamava os meninos para a casa dele, inclusive para dormir no local'', revelou Figueira. Depois do assédio, o padre se distanciava das crianças.
O bispo dom Mauro Aparecido dos Santos disse ontem que Rodrigues está desde sexta-feira em Campo Mourão. ''Havia ameaças contra o padre e para não acirrar os ânimos de algum morador mais exaltado, resolvemos deixá-lo afastado de Nova Cantu'', explicou dom Mauro. Não há prazo para Rodrigues retornar à cidade.
Dom Mauro informou que conversou com o padre e ele disse que é inocente. De acordo com o bispo, o padrevai aproveitar que está fora da paróquia para fazer um tratamento contra uma úlcera no estômago. Dom Mauro também informou que a Justiça foi comunicada do paradeiro do padre para que ele preste seu depoimento.

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