Outros dois homicídios foram registrados ontem em Londrina. A morte de Getúlio Gimenes, 55 anos, teria provocado uma retaliação por parte de conhecidos da vítima, que acabaram invadindo uma casa no Jardim Santa Rita e atirando em um rapaz de 21 anos.
Gimenes foi morto por volta das 21h30, na Chácara Sete, próxima ao Cilo III (Jardim Maria Lúcia, zona oeste da cidade). De acordo com testemunhas, pouco antes do crime a vítima teria discutido com Antonio Querino da Silva, 33, principal suspeito de ter desferido as facadas. A polícia está investigando a hipótese de crime passional. Poucas horas depois do homicídio, um grupo invadiu a casa do pai do suspeito, no Jardim Santa Rita (zona oeste). Os três homens armados teriam confundido o alvo, desferindo diversos tiros no irmão mais novo de Silva, Alexandre Quirino, 21 anos. Até a tarde de ontem, tanto Silva quanto o grupo continuavam desaparecidos.
''Eles derrubaram a porta da sala e foram direto para o quarto do Alexandre. Acho que os homens pensaram que o Antonio estava escondido lá'', disse a dona de casa Leonice Querino, 24, destacando que o irmão foi atingido por dois tiros enquanto estava deitado na cama. Leonice disse que o irmão mais velho sempre se ''envolveu em encrencas'', mas destacou que o resto da família nunca teve problemas com a polícia.
De acordo com o relatório médico da Santa Casa, hospital onde a vítima foi encaminhada, foram retirados projéteis do braço e do abdome. Alexandre Quirino estava ontem em observação, mas fora de perigo.
No Distrito Heimtal, bairro rural situado na zona norte de Londrina, o corpo do mecânico José Rodrigues Filho, de 51 anos, foi encontrado ontem, por volta das seis horas, em uma estrada secundária. A vítima foi espancada até a morte com golpes na cabeça. O filho do mecânico, Alexandre dos Santos Rodrigues, 30 anos contou que o pai tinha saído de casa para beber com alguns conhecidos.
Sua suspeita de que o pai havia sido morto em outro local e depois desovado na estrada foi comprovada pelo delegado do 5º Distrito Policial, Jorge Barbosa. Ele foi até a casa onde Rodrigues Filho teria ido beber e encontrou os documentos pessoais e os chinelos do mecânico, além de encontrar marcas de sangue pela casa. Na residência de Luciano Tiepo, que estava com as luzes acesas e um ventilador ligado, havia outro homem conhecido como ''Leo mecânico''. De acordo com o delegado, por volta das 4 horas da manhã, teria havido uma briga no local e testemunhas ouviram gritos. Os dos dois suspeitos não foram encontrados pela polícia. (Colaborou Luciano Augusto)

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