Curitiba - O ex-policial civil Azemir João de Barros, irmão do prefeito de Almirante Tamandaré, Antonio Cézar Manfron de Barros, foi acusado ontem de ter participação na morte do gerente do Banestado, Miguel Siqueira Donha, ocorrida em 21 de janeiro de 2000. Barros foi preso na tarde de terça-feira pelos policiais da Promotoria de Investigações Criminais (PIC).
Ontem a PIC protocolou um aditamento à denúncia oferecida em março de 2002, pela morte de Donha. Além de Barros, o aditamento inclui o autônomo José Geraldo Pereira Augusto. Os dois são acusados de cometer homicídio duplamente qualificado.
O auxiliar de manutenção Antonio Martins Vidal (recolhido no Centro de Observação e Triagem) e Edson Faria (preso na Penitenciária de Piraquara) também são acusados no aditamento.
O aditamento pede a condenação dos acusados por homicídio duplamente qualificado por motivação torpe e dá conotação política ao crime, o que não era apontado na ação em trâmite.
Segundo o Ministério Público, a mando de Azemir João de Barros, Antonio Martins Vidal teria contratado terceiros para sequestrar e atirar em Donha, depois de levá-lo a um local ermo. A ação, segundo o MP, teve fundo político, porque a vítima seria candidato a prefeito de Almirante Tamandaré, com apoio de seis grandes partidos, o que poderia inviabilizar a reeleição de Antonio Cezar Manfron de Barros, atual prefeito do município.

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