Depois de pouco mais de duas semanas de férias, 1,1 milhão de alunos da rede pública estadual voltaram às aulas ontem. Só em Curitiba e região metropolitana, 300 mil alunos de escolas estaduais retomaram os estudos nesta segunda-feira. As férias dos 107 mil alunos das escolas estaduais da região de Londrina (que compreende 17 municípios) também acabaram ontem. A rede estadual possui 1,5 milhão de alunos, mas 400 mil já haviam retornado à sala de aula.
Com tantas pessoas circulando, o trânsito fica caótico nas maiores cidades do Estado, principalmente nos horários de entrada e saída das escolas. Em Curitiba, por exemplo, segundo a Diretoria Regional de Trânsito (Diretran), em épocas de aula a frota de veículos trafegando pelas ruas aumenta em torno de 15%. Ou seja, 230 mil carros trafegam desde ontem pela Capital. Durante as férias, eram 200 mil veículos.
Para orientar o trânsito, nas áreas centrais de Curitiba, onde há maior congestionamento por conta das escolas, agentes do Batalhão da Polícia de Trânsito (Bptran) estão fazendo a operação escola. Segundo a assessoria de imprensa do Bptran, na esquina entre as ruas Emiliano Perneta e Voluntários da Pátria (onde fica o Instituto de Educação), Rua Presidente Farias (próximo ao Colégio Tiradentes) e Rua João Gualberto (nas proximidades do Colégio Estadual do Paraná) ocorrem os maiores congestionamentos no trânsito.
Outro problema que cresce com a volta das aulas é a invasão nas estações-tubo de Curitiba. Em média, dos 1.525 ‘fura-catracas’ que deixam de pagar as passagens de ônibus por dia, mil são estudantes. Conforme a assessoria de imprensa da prefeitura, as estações-tubo da região norte da Capital são as mais invadidas. Diariamente, 570 passagens deixam de ser pagas nesta região. Só na estação-tubo Holanda são registradas mais 120 invasões por dia. O prejuízo diário é de mais de R$ 1,9 mil. Um total de quase R$ 58 mil mensais. Policiais à paisana estão fazendo blitze nas linhas preferidas pelos fura-catracas.
De acordo com a representante da União Paranaense dos Estudantes (UPE), Luciana Trindade, o prejuízo poderia ser evitado se a prefeitura desse passe livre para todos os estudantes. ‘‘Não sou a favor dos fura-catracas. Mas, aumentar o valor da tarifa duas vezes em apenas seis meses só incentiva este tipo de atitude.’’

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