Mais de mil candidatos faltam ao vestibular
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segunda-feira, 14 de novembro de 2005
Rodrigo Neppel<br>Reportagem Local 
Dos 24,4 mil inscritos no Vestibular de Verão da UEL, apenas 1.066 deixaram de participar, na tarde de ontem, da primeira etapa 4,37% do total. O número de candidatos que faltaram foi considerado baixo pela organização do concurso, que atribuiu o fato às mudanças ocorridas neste ano.
''A desistência foi muito pequena. Acredito que os faltantes desta etapa devem ter tido algum problema de saúde, familiar, ou mesmo se atrasaram'', analisou o reitor em exercício da instituição, Eduardo Di Mauro.
A estudante Danielly Furtado, 18 anos, foi desclassificada devido ao atraso. Ela, que iria tentar vaga para o curso de Direito ficou de fora por ter chegado às 14h02 os portões foram fechados às 14 horas. ''Esqueci de tirar cópia da minha identidade, e não consegui encontrar nenhum local aberto. O que fazer?'', perguntava.
Festa Para aqueles que chegaram com antecedência, o campus da UEL parecia uma festa. Em pleno domingo, estudantes passavam pelo Centro de Educação, Comunicação e Arte (Ceca) e o Centro de Ciências Humanas (CCH) onde havia até carro de som. Os candidatos podiam fazer compras com vendedores ambulantes ou mesmo matar a fome e a sede em barraquinhas de comida.
Mas a descontração contrastava com o nervosismo da maioria dos candidatos. Como no caso das amigas paulistas Kamilla Vu, 17 anos, Marina Apocalypse, 16, e Natália Ricci, 18, que ao tentar expressar em palavras o que sentiam naquele momento responderam, quase em uníssono: medo.
A tensão também afetava a estudante Natália S. Campos, 17, que veio do interior de São Paulo, apesar de já ser ''veterana'' em vestibulares. ''Estou preparada, mas nervosa. Esta é a segunda vez que tento passar no curso de Psicologia'', completou.
Espera Até mesmo os pais que acompanhavam os vestibulandos pareciam sentir na pele toda a pressão do concurso da UEL. ''Vim acompanhar minha filha, que tenta vaga para Psicologia. Mas parece até que sou eu quem está fazendo a prova. Estou tão nervosa quanto ela'', completou a estudante Cássia Rosas, 40.
Já o consultor ambiental, Eduardo Paulo Pires, 43, aproveitou a espera para colocar a leitura em dia. ''Sem dúvida é importante participar deste momento, afinal de contas também já passei por isso'', completou ele, que aguardava o filho que busca uma vaga no curso de medicina.
Na saída dos primeiros candidatos, o semblante mudou do medo para confiança. ''Achei a prova de História a mais difícil, mas estou confiante acho que vai dar para passar'', afirmou o paulista Roberto Pacheco, 18.
Já a londrinense Ana Olga Favoretto, 16, não deixou o local de prova tão animada assim. ''As questões estavam muito difíceis, mas acho que tenho chances'', completou.


