Mais de duas mil escolas elegem novos diretores
PUBLICAÇÃO
sábado, 29 de novembro de 2003
Andréa Bordinhão<br> Equipe da Folha 
Curitiba Aconteceu, ontem, em todo o Paraná, as eleições para diretores e diretores auxiliares em cerca de 2,1 mil escolas públicas estaduais. De acordo com a Secretaria de Estado de Educação e os Núcleos Regionais de Educação (32 em todo o Estado), o resultado oficial das eleições, assim como dados mais precisos sobre o número de votantes só serão computados na segunda-feira. Isso porque as votações iriam até as 22 horas. Eram cerca de 1 milhão de pessoas aptas a votar em todo Estado (incluindo alunos, professores, funcionários e pais), segundo a secretaria.
Em Curitiba e Londrina as eleições transcorreram normalmente. Segundo a chefe do Núcleo Regional de Educação de Curitiba, Sheila Marize Toledo Pereira, não houve nenhum problema grave com boca de urna e aparentemente a grande maioria das escolas vai conseguir atingir o quórum mínimo (35%) de votantes. Na Capital, o pleito aconteceu em 153 escolas. O chefe do Núcleo Reginal de Educação de Londrina, Rony dos Santos Alves, também garantiu que em Londrina e região a votação foi tranquila e que houve um comparecimento bastante expressivo dos eleitores. Na região, 117 escolas tiveram eleições.
Na escola Vicente Rijo, maior de Londrina com 3,2 mil alunos, houve alguns inícios de pequenos tumultuos por causa das tentativas de boca de urna, porém a eleição acabou sem maiores problemas. Lá eram três candidatos concorrendo ao cargo. ''Apesar do pouco tempo que tivemos para preparar o processo eleitoral e da data ruim que ele caiu (época de revisão e prova dos alunos), acredito que alcançaremos o quórum mínimo. Porém, o número de votantes não deve passar dos 50%'', explica o diretor da escola e candidato a reeleição, Carlos Ricardo Caslavsky. Puderam votar alunos do ensino médio, profissional e maiores de 16 anos, pais dos alunos abaixo dessa idade, professores e funcionários das escolas.
As eleições deveriam acontecer somente no ano que vem, porém a última seleção, realizada em 2001, foi anulada pelo governo do Estado sob a alegação de que não foi democrática. A secretaria estadual de Educação não tinha o número exato de candidatos que concorreram no Estado e nem o número de pessoas inscritas para votar.


