Mais de 70% dos nossos alunos já saem empregados
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quinta-feira, 06 de agosto de 2015
Antoniele Luciano<br>Reportagem Local 
Já imaginou trabalhar numa área em que 74% da categoria declaram sofrer algum tipo de desgaste profissional? Assim é o setor da Enfermagem no Paraná. Apesar dos problemas, a procura pela carreira continua em alta. Em Londrina, o Centro de Educação Profissional Mater Ter Admirabilis, mantido pela Irmandade Santa Casa de Londrina (Iscal), dobrou o número de matrículas neste semestre. De 164 alunos no curso técnico de enfermagem, passou a contar com 350. O público tem entre 18 e 60 anos.
"O curso profissionalizante é uma entrada para o mercado de trabalho. Os mais jovens, inclusive, fazem o técnico como uma preparação para a graduação. Mais de 70% dos nossos alunos já saem empregados", comentou a coordenadora da escola, Cristina Fabrício de Melo Ghelardi. Ao longo de 55 anos de atuação, a Mater Ter Admirabilis colocou no mercado mais de 5 mil profissionais.
Segundo a coordenadora, além do trabalho em hospitais, os recém-formados também têm buscado nichos como clínicas e atendimento domiciliar. "Há casos de famílias que querem o técnico de enfermagem em casa, então nos surpreendemos com a facilidade que eles têm para trabalhar", ponderou Cristina.
"Sempre gostei de ajudar o próximo. Vi sobre a profissão numa reportagem e fui atrás. É uma doação mesmo", define a técnica em enfermagem Odete Gonçalves, de 42 anos. Desde 1992 no setor, ela já passou por casas de repouso, uma unidade de terapia intensiva (UTI) e agora segue no atendimento de urgência e emergência na Santa Casa de Londrina. Trabalha seis horas por dia e faz plantões de 12 horas aos finais de semana. "O salário é algo difícil para nós. Mas não há nada como entregar para a família um paciente que chegou ao hospital em estado grave. Você vê nos corredores as famílias agradecendo", relatou.
Recém-formada, a técnica em enfermagem Sandra Komati Tomoi, de 34 anos, nunca tinha tido contato com a área da saúde. Foi quando voltou ao Brasil, depois de 15 anos morando no Japão, que decidiu fazer o curso. A princípio, a ideia era adquirir conhecimento para cuidar, no futuro, do próprio pai. Mas acabou se apaixonando pelo ofício. "É pelo simples fato de poder ajudar a cuidar de alguém, não pela parte financeira", pontuou. Ela já planeja ingressar na faculdade de Enfermagem em 2016.


