Mais de 60 animais de grande porte (cavalos e éguas) que estavam soltos pelas ruas de Londrina foram apreendidos pela Autarquia do Meio Ambiente (AMA) desde o início do mês. O número de apreensões tem aumentado desde o dia 31 de julho, quando a AMA alugou um caminhão para o transporte de animais.
Dorico da Silva‘Forcinha’Nem sempre é fácil convencer o bicho a entrar na carroceriaO fiscal da AMA, Luis Campanha Filho, observa que reclamações sobre animais soltos são diárias. Mas nem todas as queixas resultam em apreensões. ‘‘Muitas vezes, o dono do animal vê o carro da AMA chegando e prende o cavalo’’, explica. Grande número de queixas, segundo ele, são provenientes de conjuntos da zona norte.
Dorico da SilvaO caçadorO difícil trabalho do funcionário: ‘‘Mais de uma hora correndo atrás’’O responsável pela apreensão dos animais, Geraldo Moura, afirma que a parte mais complicada do trabalho é a captura. ‘‘Se ele está solto na rua, onde passam carros e pessoas, o trabalho fica complicado. Já fiquei mais de uma hora correndo atrás de um cavalo’’, informa.
Os animais apreendidos são levados para a Fazenda Refúgio (zona sul). O proprietário tem um prazo de sete dias para pagar uma multa e retirar o animal, caso contrário, poderá ir a leilão ou ser doado para uma universidade para fins científicos. A multa varia de uma a 15 Ufir, o que equivale a R$ 14,41.
O presidente da AMA, Mauro Maggi, informa que muitos proprietários alegam não possuir dinheiro para pagar a multa. ‘‘Neste caso, a pessoa assina um termo se comprometendo a limpar um terreno. Daí o animal é liberado’’, observa.Dorico da SilvaGeraldo Moura sai em busca dos cavalos soltos pela cidadeLucilia Okamura

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