Marcos NegriniComoçãoEx-prefeito
de Astorga,
Ricieri
Resquete,
era
empresário
do ramo
de bebidas;
no acidente
também morreu
a mulher
dele,
MirtesMais de 500 pessoas acompanharam ontem o enterro do ex-prefeito de Astorga (40 km a noroeste de Maringá), Ricieri Resquete, 67 anos, e da mulher dele, Mirtes, 60 anos, que morreram em acidente na PR-445, no perímetro urbano de Londrina. O casal deixa dois filhos.
Ricieri foi prefeito de Astorga por duas vezes pela Arena, no período de 1964 a 1968 e de 1972 a 1976. Empresário do setor de bebidas, ele chegou em Astorga em 1949, onde instalou uma indústria de refrigerantes. A Rio Branco hoje é uma das maiores indústrias da região, e faz também a distribuição de cerveja de uma marca nacional.
Na política Ricieri tinha a simpatia popular. Nas duas eleições que disputou conseguiu se eleger com folgada margem de votos, disputando com quatro ou cinco candidatos. Filiado ao PFL, ele fazia parte do diretório do partido no município, e ainda participava de entidades sociais como o Rotary Clube.
Nas últimas eleições municipais, Ricieri apoiou o sobrinho, José Reschette, que disputou o cargo pelo PSDB mas não conseguiu se eleger. A mulher dele, Mirtes, tinha muito conceito entre os movimentos cristãos, que ontem acompanharam as solenidades e o enterro.
O acidente com o casal aconteceu no final da tarde de anteontem, na entrada do Hospital das Clínicas da Universidade Estadual (UEL), onde Mirtes fazia exames. O Gol dirigido por Ricieri atravessava a pista quando foi colhido por uma caminhonete F-1000, dirigida pelo empresário José Gonçalves. O impacto, no lado esquerdo do veículo pequeno, atingiu Ricieri, e a mulher dele, Mirtes, que foi jogada para fora do carro pelo vidro traseiro e teve traumatismo craniano. Mesmo atendida por uma equipe do Siate, ela não conseguiu sobreviver. O atual prefeito de Astorga, João Zampieri (PFL), decretou luto oficial no município por três dias.

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