Mais de 400 mil já usaram o Fale Grátis
Mário CésarPráticoStanley já usou o Fale Grátis várias vezes: Tem hora que você precisa fazer uma ligação e não tem fichaCom menos de dois meses de instalação em Londrina, o serviço Fale Grátis - desenvolvido em parceria entre a Sercomtel S/A e a empresa Fale Grátis -, acumulou até quarta-feira 405.206 ligações. Isso em apenas 210 aparelhos em que é possível acessar o serviço, a maioria no centro da Cidade. Os números, segundo o diretor de marketing da Sercomtel, Walter Campanelli, estão dentro da expectativa da empresa na época em que o sistema foi implantado, no dia 10 de dezembro de 97.
O Fale Grátis tem um funcionamento simples. Ao discar de um telefone público o número 90100, seguido pelo número do telefone desejado, o usuário ouve uma mensagem publicitária de 30 segundos e ganha um minuto e meio para falar com quem quiser. Não há necessidade de ficha nem cartão telefônico. A cada ligação, a Fale Grátis repassa à Sercomtel o equivalente ao preço de uma ficha telefônica; em contrapartida, tem direito a explorar o espaço publicitário.
A média de ligações diárias pelo Fale Grátis, de segunda a sexta-feira, tem sido de aproximadamente 8 mil. Aos sábados, o número cai para 6 mil; aos domingos, 4 mil telefonemas. Além da área central, a Avenida Saul Elkind, nos Cinco Conjuntos (zona norte), shoppings Catuaí e Contour, Terminal Rodoviário, Terminal Urbano, entre outros lugares, também têm aparelhos aptos a fazer ligações pelo sistema. Walter Campanelli revela que já a partir deste mês começa a fase de ampliação do serviço na Cidade, sobretudo na periferia. Até junho ou julho, a nossa expectativa é que seja possível acessar o Fale Grátis em todos os telefones públicos de Londrina. Atualmente, a Cidade conta com 1.350 orelhões.
A Sercomtel espera também que até o final do mês possa concluir uma avaliação de cada aparelho, comparando o número de ligações que ele fazia antes e depois da instalação do sistema. O objetivo da avaliação é saber se o serviço tem alcançado as três metas propostas quando o Fale Grátis entrou em funcionamento. A primeira meta é social, possibilitando o acesso da telefonia pública às comunidades mais carentes. Além disso, pretende oferecer às empresas uma alternativa diferenciada para anunciar. E, por último, possibilitar um aumento da receita à Sercomtel, já que quanto mais a comunidade utilizar o serviço, mais a empresa arrecada.
Já usei três ou quatro vezes e achei ótimo. Tem hora que você precisa fazer uma ligação urgente, rapidinha, e não tem ficha ou cartão na mão. Nesses casos é ideal, avalia o motorista Ivanir Stanley. O único problema é que falta uma divulgação melhor. Ainda tem gente pouco informada sobre o sistema.
Este não é o caso da vendedora Adriana Anelli, que trabalha numa loja de roupas do Calçadão. Já perdi a conta de quantas vezes utilizei. Sempre que preciso ligar venho aqui e uso o serviço. É muito legal. Adriana diz que o serviço é ideal em casos de ligações rápidas, que não vão além do 1 minuto e meio, mas reclama da falta de opções na periferia. Ela mora no jardim Santa Rita (zona oeste) e diz que lá não existe o serviço.
Ainda não usei, mas se precisar não vou perder tempo. Achei que foi bom implantar este sistema, principalmente no caso de emergências, quando você quer ligar para alguém e não tem ficha ou cartão, diz a estudante Ana Paula Germinazi. Ela observa que muita gente precisa utilizar o telefone no final de semana, procura bar aberto para comprar ficha e não encontra. Nos bairros, por exemplo, fecha tudo domingo. E se você precisa utilizar o telefone está perdido.
Já o motorista Arnaldo da Silva, que trabalha na TCGL, diz que tentou utilizar o sistema uma vez mas o aparelho só dava sinal de ocupado. Aquele dia não consegui ligar e fiquei na mão. Por isso prefiro o cartão: é fácil, rápido e você não perde tempo.
Walter Campanelli diz que, tecnicamente, não está previsto esse tipo de problema, inclusive porque ainda não existe congestionamento de linhas no sistema. Os problemas podem acontecer mais por desconhecimento do que por falha mecânica. Por exemplo: a pessoa tenta acessar o Fale Grátis por meio de um aparelho que não faz parte do sistema; ou então a ligação é um interurbano ou para aparelho de telefone celular. Nestes casos, não é possível utilizar o sistema.





